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CARNAVAL NÃO TEM IDADE E VOVÓ DE 80 ANOS SAI NO BLOCO VOLTA ALICE

VIDE
| 07/03/2011 às 15:27
VOVÓ NO BLOCO VOLTA ALICE, NO RIO
Foto:
Luís Bulcão Pinheiro
Direto do Rio de Janeiro

Um pouco de sol, um pouco de chuva e muita empolgação marcaram a passagem do Volta Alice pelo bairro das Laranjeiras na manhã desta segunda-feira (7) no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas subiram a ladeira da rua Alice seguindo o trio elétrico e a bateria do bloco e retornaram pela rua Mário Portela em um desfile de quase três horas de duração.

No terceiro dia de Carnaval não faltou fôlego e irreverência para os foliões do bloco. O fôlego ficou por conta de Rosita Karl Heinz Theodor Baer, 80 anos. A cearense, que é casada com um alemão e mora no bairro das Laranjeiras desde 1964, reuniu parte da família para assistir à passagem do bloco e se encantou com a criatividade e ousadia das fantasias.

Sempre em pé, próximo à entrada de um condomínio na rua Mário Portela, a foliã esbanjava simpatia e tirava fotos com os jovens que por ela passavam. "Não posso perder uma festa assim. É tão bonito", exclamava ela. Aloísio Ribeiro, 49 anos, se vestiu de bebê para acompanhar a sogra. Ele veio de São Paulo e se disse impressionado com o Carnaval de rua do Rio. "Cada vez mais as pessoas de fora estão percebendo que o melhor Carnaval é aqui porque não têm que pagar R$ 500 por um abadá", afirmou.

Todo emperequetado com uma fantasia de Chiquinha, o auditor Diego Canuto, 26 anos, não conseguiu esconder a emoção ao ver um outro folião vestido de Kiko. Os dois pousaram para fotos e imitaram os bordões dos personagens do programa mexicano Chaves para deleite dos demais foliões.

Mas irreverência mesmo mostrou o técnico químico Brunão Rafael, 25 anos. Há três anos, ele juntou um grupo de amigos chamado de Betty Boop do Balde para ir no bloco do Cordão do Bola Preta. A tradição permaneceu. Dessa vez, a fantasia laranja com branco se esticava para cobrir o corpo de 1,95 m de altura e centenas de centímetros de largura. "Já fomos em seis blocos neste Carnaval. É tudo pela festa mesmo", disse o grandalhão, que chefiava o grupo na abordagem coletiva e estratégica às garotas na descida do bloco.