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PREFEITURA PROMETE PAGAR TODOS SERVIÇOS DO CARNAVAL APÓS A FESTA

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| 23/02/2011 às 12:40
Vice-prefeito Edvaldo Brito durante encontro com gestores
Foto: SECOM

 

O vice-prefeito Edvaldo Brito, coordenador geral do carnaval de Salvador, mantém reunião permanente na reta final dos dias que antecedem a folia. Ontem foram definidos mais detalhes relacionados com o trabalho infantil e acolhimento de menores, pagamento de serviços e comunicação entre os órgãos da prefeitura durante a festa.


Rádios - Pela primeira vez, a coordenação e os envolvidos na organização do carnaval vão utilizar um sistema de rádio unificado para se comunicar durante a folia. A Cogel (Companhia de Governança Eletrônica do Salvador) está implantando um sistema digital com células em pontos estratégicos que vai permitir velocidade e eficiência na execução das decisões. Os diversos órgãos da prefeitura vão poder se comunicar através de milhares de terminais de rádio, o que facilitará a organização do desfile dos blocos, a fiscalização do comércio informal, a atuação da guarda municipal e a interação com a polícia, por exemplo.


Pagamento - A prefeitura também garante o pagamento de todos os serviços contratados para o carnaval logo após a festa, conforme anunciou a subsecretária da Fazenda, Karla Borges, assegurando que se será feita reserva de capital com levantamento de todos os custos. A subsecretária espera que no próximo ano seja criada uma conta específica para o carnaval. E declarou que as pendências do ano passado serão honradas. "Se preciso, com negociação e escalonamento das dívidas", concluiu.


Carnaval Social - A SETAD (Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão) e a Secult (Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer) estão unidas na proteção do menor em situação de trabalho. Três escolas municipais serão disponibilizadas para receber os filhos de vendedores ambulantes e 60 educadores já foram selecionados para fazer a abordagem nos circuitos. Identificada uma criança de 4 a 12 anos trabalhando, será oferecida a opção de ser levada para a casa de um parente recebendo um kit alimentação. Não sendo possível, o menor será acolhido numa das escolas municipais, onde terá cinco refeições diárias e participará de atividades lúdicas. Em cada escola, 25 educadores cuidarão das crianças. No ano passado foram abrigados 69 menores.


"O projeto ano a ano se consolida, com os pais acreditando no nosso trabalho e pessoas atendidas em anos anteriores já nos procuram para o acolhimento no próximo carnaval", diz Daniela Cova, coordenadora de proteção social especial da Setad.