Salvador

TOQUE RECOLHER: Ônibus continuam sem circular no Pero Vaz e S. Mônica

Com informações de A Tarde
A Tarde , Salvador | 12/11/2015 às 09:26
PM faz patrulhamento nos bairros onde foram decretados toque de recolher
Foto: Luciano da Mata
Os ônibus continuam sem circular nos bairros de Pero Vaz e Santa Mônica, na manhã desta quinta-feira, 12, depois que um suposto toque de recolher imposto por traficantes em quatro bairros de Salvador.

"Sentimos a intimidação da população no Pero Vaz e na Santa Mônica, então a orientação foi não circular nestes bairros. Hoje vamos avaliar como está o clima", disse o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Ubirajara Sales.

A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) confirmou a ausência de ônibus nestas localidades.

Por enquanto, os moradores do Pero Vaz e da Santa Mônica devem andar até o final de linha do IAPI para utilizar o transporte público.

Comércio

Os ônibus não estão circulando, mas o comércio voltou a funcionar na Santa Mônica, de acordo com moradores. Nesta quarta, após a notícia do suposto toque de recolher, os estabelecimentos fecharam.

O major Edmilton Reis, comandante da 37ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), disse que o policiamento foi reforçado, mas informou que a polícia considera o toque de recolher um boato.

Homenagem

Como forma de prestar 'homenagem' a um comparsa morto em troca de tiros com policiais militares, traficantes do bairro Santa Mônica ordenaram o fechamento do comércio. A determinação se estendeu a áreas  vizinhas no Pero Vaz e Liberdade, Curuzu e avenida San Martin.

Como resposta ao suposto toque de recolher, a PM intensificou o policiamento na tentativa de garantir a tranquilidade. Mesmo assim, postos de saúde  suspenderam as atividades e aulas não ocorreram por causa do clima de medo.

Um comerciante de Santa Mônica contou que quando abria o estabelecimento um jovem lhe disse que era para ele fechar por causa do luto pela morte de um traficante da área. "Pensei que fosse brincadeira. Eu disse que precisava abrir, para pagar minhas contas. Mas ele me olhou sério e disse que eu assumisse as consequências. Ainda falou que amanhã (nes quinta) já poderia abrir normal. Só era um dia de luto mesmo".