Economia

ARRECADAÇÃO de ICMS em maio/Bahia cresce e atinge marca de R$1.341 bi

Na opinião de Furquim, para que o crescimento da arrecadação continue ocorrendo, é essencial que o governo adote medidas que estimulem gradativamente a mudança na matriz econômica do estado
Maurício Ferreira , Salvador | 06/06/2013 às 07:17
Sérgio Furquim destaca que mudança do perfil administrativo da Sefaz ajudou e muito
Foto: IAF
A arrecadação de ICMS do Estado da Bahia voltou a crescer em maio, confirmando a previsão do Instituto dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia - IAF, que há muito vem alertando para o bom desempenho dos principais seguimentos de nossa economia.

O crescimento recorde de arrecadação, que chegou a superar em 22% igual período do ano passado - mesmo com a desoneração tributária da tarifa de energia elétrica, que impactou diretamente no resultado do setor de Serviços e Utilidades Públicas (leia-se, energia elétrica e telecomunicações), foi destaque no Palácio de Ondina, sobretudo depois que os resultados alcançados nos meses de março e abril frustraram a concessão de um reajuste salarial mais elevado aos servidores públicos estaduais.

Segundo o atual secretário da Fazenda, o economista Luiz Petitinga, que divulgou nota parabenizando toda a equipe da Sefaz, a arrecadação de ICMS no período de janeiro a maio de 2013 superou em mais de 13% àquela obtida no ano anterior, resultando em um crescimento real de 6,3%, até agora, descontando-se a inflação oficial medida com base no IPCA.

Para o vice-presidente do IAF, o Auditor Fiscal Sérgio Furquim, que antecipou o crescimento da arrecadação desde o mês passado, o bom resultado obtido se deve a uma série de fatores, destacando, dentre eles, o bom momento econômico vivido pela Bahia, as mudanças ocorridas na legislação do ICMS, a melhoria do perfil administrativo da Sefaz, com a nomeação de novos dirigentes e, sobretudo, o empenho e a dedicação dos Auditores Fiscais do Estado da Bahia, que, mesmo em um cenário desafiador, conseguem se superar a cada dia.

Na opinião de Furquim, para que o crescimento da arrecadação continue ocorrendo, é essencial que o governo adote medidas que estimulem gradativamente a mudança na matriz econômica do estado, criando incentivos que permitam a atração de novas industrias, agregando valor aos "comodities" produzidos na Bahia e qualificando a  mão de obra local para que possa perceber melhores salários.

A arrecadação de ICMS chegou no mês de maio a 1,341 bilhões de reais, elevando a média mensal de 2013 para mais de 1,280 bilhões de reais, o que aponta para uma receita anual de mais de R$ 15 bilhões, só com o ICMS, números surpreendentes, principalmente se considerarmos o baixo crescimento da economia brasileira e os efeitos de uma seca que assola à meses o semiárido baiano.