Com Terra informações
Tasso Franco , Salvador |
17/03/2026 às 11:02
Ratinho, apresentador do SBT
Foto: DIV
O apresentador Carlos Roberto Massa, mais conhecido como Ratinho, voltou provocar polêmica com em seu programa no SBT. Na edição de segunda-feira (16), após provocar a deputada Erika Hilton (PSOL), ele criticou Wagner Moura por comentários negativos feitos sobre o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
“Aquele menino que disputou o Oscar e perdeu, o Wagner Moura, que eu conheço como Capitão Nascimento — um baita ator —, depois fez o narcotraficante Pablo Escobar, sensacional. É um baita de um ator”, iniciou Ratinho, citando o filme Tropa de Elite (Globoplay) e a série Narcos (Netflix).
“O Wagner, esquece o Bolsonaro, cara. Para de falar dele. Qual o motivo de falar dele? O cara tá doente, quase morrendo, e você falando mal dele nos Estados Unidos. Cala a sua boca, por**. Que isso? Fala de outra coisa.”
“Continua sendo o Capitão Nascimento, continua sendo o baita ator que você é. Esquece essa coisa de política. Senão, a gente vai morrer ou se matar. O Brasil é um só. Nosso povo é um só. Vamos deixar a política para a hora que tem que ser política, na hora da urna. Aí vota do jeito que você quiser”, completou.
Durante a campanha de divulgação do filme O Agente Secreto (Globoplay), Wagner Moura criticou o ex-presidente Bolsonaro em algumas ocasiões. Em janeiro de 2026, por exemplo, ao vencer o Globo de Ouro, ele falou sobre a importância de produzir projetos audiovisuais sobre o regime militar.
“Eu acho que precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é uma ferida aberta na vida brasileira, aconteceu há apenas 50 anos. Nós tivemos recentemente, entre 2018 e 2022, um presidente de extrema direita/fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura.”
Durante participação no talk show The Daily Show, o ator voltou a mencionar o ex-presidente, afirmando que “o Donald Trump brasileiro” está preso. Em seguida, agradeceu a Bolsonaro, dizendo que, sem ele, O Agente Secreto não existiria. “O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho [diretor do filme] diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022.”