ter�a-feira, 30 de novembro de 2021
Colunistas / Esportes
Zé de Jesus Barrêto

BAHIA SÓ EMPATA COM CUIABÁ E PATINA NO ATOLEIRO

Tricolor joga mal e perde chance de sair da zona da degola
21/11/2021 às 09:57
   O torcedor compareceu, tentou empurrar o time em campo mas terminou vaiando, saiu frustrado da Fonte Nova com o empate sem gols e com a má atuação da equipe, sem inspiração, sem força ofensiva, com um meio campo que marca frouxo e nada cria. Uma equipe sem brilho, sem ganas de vencer, e isso na reta final da competição, entre os últimos colocados, seriamente ameaçada de rebaixamento para a segundona. Até porque os confrontos finais são duríssimos, com adversários mais qualificados, como Grêmio, Atlético Mineiro, Fortaleza...    

Classificação
 Com o fim da 33ª rodada ... 

 Atlético Mineiro, virtual campeão, lidera com 74 pontos, seguido pelo Flamengo, com 66 pontos. Palmeiras tem 58, Corínthians (53), Fortaleza e R B Bragantino com 52 pontos – são os seis primeiros colocados.
 Na rabada, a Chapecoense já desclassificada para Série B/2022, na lanterna, com apenas 15 pontos. 

O Sport do Recife na vice-lanterna com 33 e o Grêmio com 35 (tem jogo, confronto direto com o Bahia, esta semana, na Fonte). Ainda na zona do atoleiro está o Bahia, com 37 pontos, em 17º lugar.  Fora, o Juventude (39 pontos), Atlético Goiás (40), São Paulo e Athlético PR (atual campeão da Copa Sul-Americana) com 41.  
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Na Fonte Nova 

 Boca de noite primaveril domingueira amena (27 graus), cerca de 20 mil torcedores nas arquibancadas, apoiando e cobrando muito, clima tenso de decisão sobretudo para os tricolores, precisando vencer para sair da zona de sufoco.

 O Bahia com seu novo padrão inteiramente rubro e o Cuiabá de branco, com detalhes em verde. 
- Com bola rolando...

 Ao contrário do que se esperava, o Cuiabá não entrou recuado, tentou surpreender, com uma postura ofensiva, marcando a saída de bola lenta da defensiva tricolor, apertando, dificultando e perigando. Um Bahia inicialmente nervoso, sob pressão, a bola mordendo, errando passes. 

  Aos poucos, o time da casa foi assentando, pondo a bola no chão, tomando a iniciativa, tramando melhor e o Cuiabá postando-se atrás, na ânsia do contragolpe, espichando a bola e chutando de longe. Primeiro chute perigoso foi de Mugni, aos 13’, da entrada da área, fora do alvo. Aos 17’, Max pegou um rebote de primeira, da entrada da área, e assustou o goleiro Danilo Fernandes. Aos 19’, Raí concluiu boa trama, da meia lua, Walter defendeu. 

- Olhe o VAR! Aos 22 minutos, Gava arrematou de frente, um cruzamento de linha de fundo, e fez o gol, mas a arbitragem apontou impedimento; a arbitragem de vídeo constatou a irregularidade na origem do lance e anulou o tento. 

 O Bahia tinha mais posse de bola, mas o Cuiabá era mais perigoso, mais objetivo e ganhava o duelo, a disputa no meio campo, marcando bem. Mais uma vez um Tricolor em campo com pouca gana ofensiva, sem finalizar, previsível, burocrático, alçando bolas apenas. Trinta minutos e nada. 

  Aos 36’, Nino tentou de fora, isolou. Aos   min, outro gol do Cuiabá anulado, dessa vez pelo arbitro Klauss, que viu empurrão do atacante em Nino Paraíba, quando subiu pra cabecear a bola para as redes. Os visitantes chiaram muito. E partiram pra cima, dando calor na área baiana.  
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 O Tricolor não fez um bom primeiro tempo e a torcida vaiou o time no intervalo. Um time de meio campo que não marca duro, perde as divididas e nada cria, nem um chutinho sequer deu no gol adversário. Pouco jogo pelas laterais, só chuveirinho. O Cuiabá foi muito mais objetivo e perigoso, e chegou a marcar dois gols, anulados pela arbitragem. Teve uma estratégia de jogo mais eficiente e aplicação coletiva.  Preocupante. 
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 Guto não mexeu na equipe, no intervalo. Em campo, a mesma maresia e o torcedor cada vez mais impaciente. O Cuiabá sem pressa, cozinhando e travando. Aos 7’, Rodallega tabelou e Raí tentou o chute de frente, na área, foi bloqueado. O ritmo ficou mais corrido, a torcida empurrando. 

 Aos 10’, Guto chamou Rossi, que entrou no lugar de Raí. O Bahia botou alguma pressão, a partir daí, mas os jogadores do Cuiabá começaram a cair em campo, quebrando o ritmo, ganhando tempo, enervando o adversário. Jorginho trocou dois: Elton e Lucas em campo, saíram Jenisson e Max. 

Aos 18’, Rodallega bicicletou na área, mas a bola acertou o rosto do zagueiro e desviou. O tempo passando e o jogo ficando aberto e perigoso, sobretudo para o Bahia que avançava inteiro, sufocando, e deixando a defesa desprotegida. 

  Aos 25’, Rodriguinho entrou no lugar do obscuro e morno Daniel, o siri. Aos 26’, Rossi disparou da entrada da área, Walter espalmou no rodapé. No escanteio, a bola pererecou na pequena área, mas ninguém encostou o pé para empurrar. 

  Saiu Gava e entrou Willian Corrêa, no Cuiabá, agora mais preocupado em segurar, fechadinho atrás. Aos 30’, Rodriguinho brigou pela bola, ganhou e arriscou de fora, errou o alvo.

 Gustavo Henrique substituiu Luis Otávio (sofreu pancada na cabeça) e Ronaldo entrou no lugar de Mugni, isso aos 37’. O Tricolor em cima, tentando de tudo, mas de modo desordenado, mostrando nervosismo, sem conseguir penetrar. O Cuiabá na manha, ganhando cada segundo, sem pressa, administrando. O árbitro acrescentou 7 minutos. 

 Aos 46 minutos, Rossi cruzou e Rodallega acertou a testada no travessão de Valter. Foi a melhor chance do Tricolor em toda a partida. Aos 49’, Rodriguinho limpou na frente da meia lua, mandou por cima. Jorginho pôs mais um zagueiro alto, Anderson Conceição, ganhando mais tempo, esperando o apito final.  
  E acabou, num empate mais que frustrante, sem gols, com vaias no final.
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 Destaques
 Talvez a luta já na metade do segundo tempo. Nenhuma inspiração. O meio campo é improdutivo. Muitas bolas alçadas nas maõs do goleiro, só. O torcedor de cabeça inchada.
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Escalações 
- Bahia: Danilo Fernandes, Nino, Conti, Luis Otávio e Matheus Bahia; Patrick, Mugni, Capixaba e Daniel; Raí e Rodallega. Treinador, Guto Ferreira. 

- Cuiabá: Walter, João Lucas, Paulão, Empereur e Uendel; Rafa Gava, Camilo e Pepê; Rafael Marques, Max e Jenisson. Treinador, J de Amorim Campos (Jorginho).

- Arbitragem paulista, com auxílio do VAR. No apito, Rafael Klaus. 
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 Na rodada 35 o Bahia encara o Atlético Goiás, em Goiânia, na segunda-feira, dia 29, às 19h.
 Mas, antes, o Bahia tem um jogo contra o Grêmio, na Fonte Nova, de uma rodada atrasada, na sexta-feira, 19h. 
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Botafogo Campeão da Série B  
          
 Com uma rodada de antecedência, beneficiado com a derrota do Coritiba para o CSA, em Maceió (1 x 0), o Botafogo venceu o Brasil de Pelotas, no Rio Grande do Sul (1 x 0), e sagrou-se Campeão da Série B/2021. O time é treinado por Enderson Moreira, aquele mesmo que já esteve no Bahia.  É a segunda vez que o Botafogo conquista o título. 

 O Coritiba já está garantido também na Série A de 2022. As duas vagas que restam estão sendo renhidamente disputadas por Goiás, CSA, Guarani, Avai e até o CRB, ainda com chances matemáticas. 
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  Com a corda no pescoço, na zona de baixo da tabela, em 18º lugar e 40 pontos, o Vitória joga uma partida de vida ou morte contra o CRB, em Maceió, nesta segunda-feira, às 18h. É o fecho da penúltima rodada. 

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