O Estado da Bahia não está estruturado para esse tipo de ensino, pois, não há equipamentos nem tecnologias em todas as escolas
É uma excelente alternativa. A questão fundamental, além da APLB ser contra a volta dos professores até que todos sejam vacinados contra a covid-19 é que não existem computadores nas escolas para que seja feita essa transmissão on-line para os 50% dos alunos que vão ficar em casa.
Hoje, as aulas on-line estão tendo relativo sucesso porque os professores estão usando seus computadores pessoais (laptops) e suas redes de transmissão e alguns ainda usam o iPhone para dados complementares.
Esse custo, que é do professor (a) até agora a SEC não resolveu como ajudar, embora tivesse havido uma promessa. O benefício ou recompensa para os professores é que eles não saem de suas casas para irem aos colégios evitando, assim, despesas de transporte, vestuário e outros, uma vez que trabalham em 'home-office'.
Alguns professores com quem conversamos dizem que, se retornarem às salas de aulas para o sistema hibrido é preciso que a SEC forneça os computadores, pois, não estão dispostos a levar seus equipamentos pessoais para as escolas.
"Uma coisa é eu dar aula em minha casa, com segurança, sabendo que não serei assaltada e outra é sair de casa com meu computador debaixo do braço", disse uma professora em off acentuando que nenhum professor vai levar seus equipamentos.
A questão primordial é que as escolas não têm computadores suficientes para atender todo o corpo docente, nem possui redes adequadas (algumas delas) e nem monitores.
Ou seja, um professor (a) para dar uma aula híbrida ele não pode (ao mesmo tempo) dar uma aula presencial para a meia-turma e uma on-line para aoutra meia-turma. Precisaria ter uma terceira pessoa (um auxilar, monitor) que filmasse essa aula e passasse para os alunos.
Um colégio com 2.000 tem em média 50 a 60 professores e turmas com 40 alunos (média). Teria que ter, ao mínimo, 25 computadores de qualidade, as redes e os programas google scholl instalados.
E isso não existe totalmente no estado. Como aproximadamente 2 milhões de alunos essa rede tem que estar bem estruturada e sem queda da banda larga para ser eficiente. E, segundo depoimento de vários professores ao BJÁ, isso não existe.
Observando-se, ainda, o lado do alunado, uma boa parcela integra familias com rendas média a baixa e não possui equipamentos (laptops) de qualidade prejudicando-se na recepção das aulas.
Uma outra opção seria usar a estrutura do IRDEB (TV Educativa) como a Prefeitura de Feira de Santana está fazendo com a rede Bahia/Subaé. Mas, para isso, a TVE precisaria de uma reestruturação e voltar-se muito mais à área de educação e ensino à distancia, com links nos 415 municípios. A TVE, hoje, transmite programas politizados, esporte, lazer, variedades e outros.
Vê-se, pois, que a SEC quer a volta das aulas no ensino hibrido, mas isso é impossível. Pelo menos com eficiência. Na meia boca, pode voltar. E, além de tudo, ainda tem a questão política no enfrentamento com a APLB.