O primeiro show da noite de homenagens às mulheres no Carnaval do Pelô 2011 foi um espetáculo à parte. A Banda Didá tocou diversos sucessos passando pelo reggae, axé, música afro e samba e movimentou as quase 3.500 pessoas presentes no Largo do Pelourinho. Formada exclusivamente por mulheres, o grupo mostrou a irreverência no palco e um figurino que casava muito bem com a decoração do Centro Histórico, já que tinha motivos afro-brasileiros utilizados também nas 2.500 peças e adereços decorativos.
A banda se mostrou muito feliz por fazer parte desse momento único proporcionado pelo Pelourinho Cultural para as mulheres. "Hoje é um dia muito importante porque une percussão, o Dia Internacional das Mulheres e o Carnaval, então a Dida promete fazer bonito", disse a percussionista Vivian Caroline.
Quem apresentou a banda no palco do Largo do Pelô foi a atriz do Bando de Teatro Olodum, Auristela Sá, e que se mostrou muito emocionada com o convite. "É mais do que importante a presença da Didá na homenagem, pois são mulheres negras que tem que lutar todo dia por um espaço maior no mundo", disse a atriz.
Com fama local, além de fazer música, a Didá é um projeto sem fins lucrativos e que atua promovendo, gratuitamente, atividades socioeducativas. A base pedagógica está na arteducação através do ensino do Samba Reggae, ritmo criado por Neguinho do Samba.
O nome Didá, palavra em yorubá que significa o poder da criação, foi escolhido por seu idealizador por entender que criação é o caminho de toda expressão artística. O encerramento do show foi feito com a música "Maria Maria" do compositor Milton Nascimento selando a homenagem ao Dia Internacional das Mulheres.