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Procissão do Fogaréu, em Serrinha, que aconteceu quinta-feira, á noite
Foto: João Emilio Reis
Iniciou-se nna última quinta-feira, 5, em Serrinha, as comemorações da Semana Santa com ponto de destaque na Procissão do Fogaréu que aconteceu à noite. Trata-se de uma tradição ibérica que veio para a Bahia com os portugueses, acontecia em Salvador, e foi levada a Serrinha, em 1930, pelo padre Carlos Ribeiro.
A procissão tem sofrido várias mudanças de percurso ao longo dos anos, originalmente apenas restrita aos homens e às ruas da cidade, e, a partir dos anos 1980, deixando o perímetro urbano e se deslocando até a Colina de Santana, onde a família Samuel Nogueira instalou uma imagem da santa, Senhora Santana, que é a padroeira do município.
Neste 2012 aconteceu uma das procissões mais concorridas com aproximadamente 2 a 3 mil pessoas participando do trajeto.
Também a partir dessa época, na gestão Zévaldo prefeito, iniciou-se uma divulgação via TV desse evento, o que levou Serrinha ao noticiário até nacional. Mas, a igreja, alguns segmentos mais radicais, não gostaram nada disso entendendo que a procissão estava sendo folclorizada, com adereços teatrais e uso de personagens que remetiam à época de Cristo no Monte das Oliveiras.
Além disso, a Prefeitura (o que acontece até os dias atuais) se intrometeu na festa fazendo marketing político e confeccionando tochas, as quais eram feitas pela própria população, com a marca da Prefeitura e do gestor.
Com a chegada do bispo a Serrinha, há 5 anos, o município passando a ser sede de Diocese, dom Assolari, foi mais rígido com a procissão e alterou novamente o trajeto, como aconteceu em 2011. A procissão, passa, portanto, por um momento de decadência com poucos fiéis a seguindo.
Neste ano há um movimento no sentido de revitalizar o evento, o prefeito Osni Cardoso está empenhado nessa direção, e espera-se que tenha maior público e melhor organização. Fala-se na possibilidade de ser tornar um bem imaterial no plano da cultura, o que não representa muita coisa, mas, dá visibilidade.
OUTROS EVENTOS
Nesta sexta-feira santa aconteceu, também, a subida ao Morro do Fundo, subida do Monte, que vem desde primeira quadra do século passado. Trata-se de uma festança religiosa e profana pois muitos bares e sitios ao longo ao caminho ao percurso abrem, põem músicas e rola uma pagodeira enorme. A igreja não participa desse evento.
Aconteceu ainda uma brincadeira na Barão de Cotegipe, o Bacalhau da Barão, que é uma folia da associação dos moradores e adjacências. O bacalhau é servido ao meio dia após a subida do monte e à tarde tem quebra pote e pau de sebo.
À noite, no sábado, apresentação de bandas e queima de Judas com testamento.
No sábado, missa do Galo na catedral. No domingo, a Diocese promove a Procissão do Senhor Morto.