Salvador

CSU DE PORTÃO COMEMORA 32 ANOS COM CAMINHADA CULTURAL PELO BAIRRO

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| 04/04/2011 às 21:26
Centenas de pessoas na caminhada de Portão
Foto: Danilo Magalhães
  Centenas de pessoas saíram às ruas de Portão no final de semana passado, participando de um cortejo promovido pelo Centro Social Urbano (CSU), que comemorava 32 anos de existência. O evento coincidiu com o Dia D da Família na Escola, realizado pela Secretaria Municipal de Educação nas escolas do bairro, e que incluiu a participação dos alunos e pais no cortejo.
 
  Grupos de dança, capoeira, percussão, além de manifestações populares como o bumba-meu-boi e a burrinha, fizeram parte da festa que envolveu de crianças a idosos. Faixas produzidas por alunos das escolas públicas locais reverenciavam a cultura e a história de Portão, estampando o nome dos seus principais representantes, ao mesmo tempo em que lembravam a busca pela paz e parabenizavam o CSU pelo aniversário. O evento foi realizado em parceria com a Prefeitura de Lauro de Freitas.


   Um dos momentos mais emocionantes foi quando o cortejo parou para homenagear o representante do Samba de Viola, Seu Duzinho, que, à beira dos 100 anos e muito doente, foi levado à porta de casa por parentes para ser aplaudido pela multidão. A essência do evento foi a valorização da própria comunidade, estimulando a auto-estima dos moradores, abalada pela violência causada pelo tráfico de drogas.

  De acordo com a coordenadora do CSU de Portão, Luciana Tavares, foi o maior cortejo cultural já realizado na localidade. "É uma forma de valorizar e mostrar o lado positivo da nossa comunidade: a cultura, nossas tradições, a história do nosso lugar". O morador Josué Oliveira, que assistia ao cortejo, não escondeu seu entusiasmo. "O povo precisa disso. A gente quer paz, quer alegria. Tem muitos anos que a gente não vê uma festa como esta aqui".


  A festa continuou no domingo com a Feira de Cidadania, amostra hip-hop, torneio masculino e feminino de futebol, oficina de dança e teatro de bonecos. Trinta e dois profissionais da Escola Embeleze realizaram oficinas de cabeleireiro no CSU. A coordenadora da instituição na Bahia, Gilza Brito, também acompanhou as atividades. "Fico muito feliz em ver o povo unido, mostrando sua cultura, interagindo. Isto é muito importante". Na Bahia, funcionam 31 unidades do CSU, sendo nove na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Luciana Tavares o define como "instrumento destinado a inclusão social".