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Os guardas municipais em seu terceiro dia de paralisação realizam nesta quarta-feira (7), uma caminhada de protesto saindo do Campo da Pólvora até o Ministério Público Estadual (MPE), na Avenida Joana Angélica. Até o momento a prefeitura não se posicionou sobre a revogação dos atos punitivos as lideranças sindicais Cláudio Firmino e Nilton dos Anjos da Asguard (Associação dos guardas municipais de Salvador).
O diretor do Sindseps, Gustavo Mercês, acredita que após contato com o ministério publico haverá uma sensibilização institucional sobre o caso.
A Prefeitura alega que houve uma punição em virtude de "manter conduta compatível com a moralidade administrativa" e "que o servidor está proibido de "referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades e atos da administração pública, em informação, parecer ou despacho, admitindo-se, porém, a crítica sob o ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço, em trabalho assinado".
Mercês discorda dessa interpretação e ataca dizendo que tal atitude só tem o objetivo de retaliar o movimento e intimidar novas lideranças. " tal atitude é um desrespeito ao direito de livre manifestação e expressão, atenta a liberdade sindical e se torna inaceitável em tempos de democracia práticas que remotam a tempos antigos de autoritarismo em nosso país".
O movimento defende que os guardas municipais são servidores civis e possuem além dos direitos estatutários da lei orgânica do município, também os direitos constitucionais.
O diretor garante que a ameaça de greve é possível caso se mantenha a punição as lideranças do movimento e pode se ampliar com a entrada de outros órgãos da prefeitura que se solidarizem com as lideranças punidas.
Para Mercês, "esse episódio se confirmado poderá abri um precedente antidemocrático muito ruim na esfera do funcionalismo público e uma quebra de uma promessa feita pelo prefeito que não atacaria o movimento como fizeram gestões anteriores na cidade".
O movimento deve se reunir nas próximas horas para avaliar o movimento e esperam um posicionamento do prefeito e do Ministério Público relativo à revogação das punições.