Salvador

COLETA DE LIXO NO SUBÚRBIO FERROVIÁRIO FICA MUITO A DESEJAR

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| 01/01/2010 às 18:21
(Por Marivaldo Filho)

Após a Secretária Municipal de Serviços Públicos (Sesp) anunciar a mudança da metodologia de pagamento pela coleta de lixo, o Bahia Já foi até Periperi, no Subúrbio Ferroviário, na manhã da última quinta-feira (31), e ouviu queixas sobre a limpeza do bairro. O lixo espalhado em quase todas as ruas revolta os moradores que pediram prioridade para as localidades mais populares da cidade.

    
"A Barra, Graça e Pituba podem até ter seus problemas, mas nada que chegue perto de uma situação como esta. É uma vergonha. O subúrbio inteiro está assim. Tem dias que o carro passa, tem dias que não. E a população pobre é a que mais sofre", afirmou Maria da Conceição, moradora de Periperi há 27 anos.

    
Rua da Glória, Ambrósio Calmon, Dom João VI, Santa Luzia foram as que apresentaram pior situação. Na rua Ambrósio Calmon, perto da Cesta do Povo, mesmo com a placa da Sesp indicando a proibição de jogar lixo ou entulho, os moradores insistem em utilizar o local como depósito.

    
Além da situação das ruas, outra preocupação dos suburbanos é o Rio Paraguari. Segundo Nelson Pereira, morador do bairro há 47 anos, as crianças sempre brincam nas margens do rio contaminado, ignorando o perigo de contrair doenças. "O rio é imundo e os pequenos não estão nem aí. Ano que vem tem eleição e, com certeza, vários políticos virão fazer suas promessas. Acontece que o tempo passa e a situação permanece a mesma", desabafou.

    
Na coletiva realizada com a Sesp, no dia 23 de dezembro, quando os membros da equipe presentes na entrevista foram questionados sobre a eficiência do serviço de coleta de lixo nos bairros mais populares, o procurador Francisco Bertino justificou.

    
"É claro que temos algumas deficiências e estamos mudando o modelo de cobrança justamente para melhorar. Nos bairros mais populares, o carro passa com mais freqüência do que nos bairros considerados nobres. A dificuldade da população mais humilde em acomodar o lixo dentro de casa contribui para esta situação. Quem mora em condomínios, por exemplo, tem o local próprio para deixar o lixo. A população mais pobre não tem e o lixo fica nas ruas", respondeu Bertino.