A decisão de paralisar as atividades foi tomada na última terça-feira, após uma assembleia no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários. Na manhã desta quarta, a falta de aulas causou revolta a pais e alunos de colégios como o Raphael Serravalle, na Pituba, e no Colégio Estadual Divino Mestre, no Largo de Santo Antônio, que encontraram os portões fechados e foram informados sobre a não realização de aulas.
Na quinta-feira, a categoria vai "tomar café da manhã", às 8 horas, no Palácio de Ondina. Também foi aprovado o "fora, Remi", com a categoria pedindo a saída do coordenador de Provimento e Movimentação da SEC, Remi Silva Bomfim, acusado de atender muito mal e deseducadamente os trabalhadores em educação que vão à SEC em busca de informações.
E no dia 16 de setembro, de acordo com aprovação da assembléia geral, os trabalhadores em educação param em todo o Brasil pela implementação imediata do Piso Salarial Profissional Nacional. Nesse mesmo dia 16 haverá assembeia geral, às 9 horas, no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancário
DOCUMENTO
PARA SECRETÁRIO
A APLB-Sindicato, nesses seus 57 anos de existência, sempre primou pela luta a favor de uma educação pública, gratuita, digna e de qualidade. E nesse sentido é contra a "enturmação" que a Secretaria Estadual de Educação (SEC) está propondo.
ENTURMAÇÃO, para quem não está familiarizado com o termo, é o ajuntamento de turmas numa mesma sala de aula.
A redução do número de alunos por turma é uma bandeira histórica dos profissionais da educação, fruto de muitos debates.
A SEC, ao invés de trabalhar esta questão, mantém a postura de governos passados, que com o ano letivo em curso e a carga horária distribuída, resolve comodamente fazer enturmação.
Isto tem causado grandes transtornos nas unidades escolares, desestabilizando professores e alunos.
Os resultados são danosos. Professores não conseguem passar os assuntos como gostariam; estudantes não assimilam as aulas; e muitos educadores acabam sobrando, caindo na armadilha da excedência. Salas de aula lotadas não fazem bem a ninguém.
O governo da Bahia não pode continuar usando o mesmo padrão de anos atrás para definição do número de alunos por turma, é preciso se fazer um estudo para que, aliadas a outras propostas, seja adotada uma política adequada à realidade.