O engenheiro observa que a reação do cloro, com materiais orgânicos na água, dá origem a produtos de adição com o cloro, como o cloroformio, tetracloreto de carbono, clorometano e outros, geralmente conhecidos como trialometanos, que são considerados suspeitos de serem prejudiciais à saúde. Com isso, quanto menor a quantidade de THMs na água, melhor a qualidade do produto consumido pela população.
Jorge Neves explica que o objetivo do projeto é o de controlar o subproduto da oxidação do cloro. "Hoje o teor máximo permitido é de 100 microgramas de trialometanos por litro de água e em Itabuna, nós trabalhamos com uma média de 40 a 60 microgramas. O que nos orgulha é sermos a primeira empresa do país a desenvolver essa metodologia que é objeto de estudos".
ÁGUA TRATADA
Para o engenheiro, o importante no processo é o controle dos índices de THMs na água tratada, evitando os riscos e os efeitos nocivos para a saúde humana. "Essa é uma questão polêmica com relação ao uso do cloro, mas que carece de estudos para a sua confirmação. Nós nos antecipamos e estamos utilizando uma alternativa para reduzir a presença do trialometano na água tratada e que é disponibilizada para a população itabunense", explica.
Um outro aspecto ressaltado por Jorge Neves é o cuidado da empresa com relação à qualidade da água, o que é feito através de exames diários nos laboratórios da empresa e segundo a portaria 518, do Ministério da Saúde, é complementado por analises trimestrais através do laboratório do Senai/Cetind. Com a ampliação da ETA do São Lourenço, a Emasa também está implantando um sistema de monitoramento digital, que vai permitir avaliar continuamente e em tempo real a qualidade do produto, aumentando assim o padrão dos controles existentes.
O setor técnico da Emasa também vem viabilizando vários projetos de redução de custos operacionais, de eficientização do uso de energia (em parceria com a Coelba) e de melhoria continua da qualidade final do produto. "A nossa prioridade e preocupação é com a qualidade final do produto, com ganhos para a população, que o utiliza para consumo", ressalva Jorge Neves.
Um outro aspecto importante para o engenheiro, é que o sistema de abastecimento de água de Itabuna foi implantado há 40 anos e só agora está sendo ampliado, com a duplicação da sua capacidade de produção, usando mão de obra local e altamente qualificada.