Política

BAHIA TEM CAMPANHA A GOVERNADOR MAIS ACIRRADA DOS ÚLTIMOS 40 ANOS (TF)

Veja as razões de ACM Neto liderar as pesquisas de opinião até agora, mas, nada ganho porque ainda temos 8 dias de campanha
Tasso Franco ,  Salvador | 25/09/2026 às 15:39
Neto x Jero
Foto: Seramov
      Estamos diante da eleição para governador da Bahia a mais polarizada e disputada da sua história nos últimos 40 anos. Há um empate técnico entre os dois candidatos, ACM Neto (União) x Jerônimo Rodrigues (PT) com pequena vantagem de Neto, hoje, porém, a eleição se dará no dia 4 de outubro e ainda existem 8 dias de campanha, os mais importantes de qualquer campanha, uma vez que os ainda indecisos (na Bahia, apenas 6%) tomarão seus rumos.

    Portanto, com tamanha polarização, a diferença de uma candidato para o outro em termos percentuais é de apenas 2% diria que tanto pode dar ACM Neto no primeiro turno como vencedor; como pode dar Jerônimo. Não há terceira via como em 2022 que possa alterar esse quadro nem creio que a vinda de Lula a Bahia, na reta final possa mudar substacncialmente o quadro embora ajude Jerônimo no sentido de dar ânimo maior a sua campanha.

    Ao que podemos ver pelas pesquisas que medem as intenções de votos dos eleitores a polarização Neto x Jero chegou a tal nível que se Lula e a dupla puro-sangue ao Senado Wagner e Rui não conseguiram distanciar Jerônimo de Neto, não creio que possam fazê-lo agora, sobretudo porque a campanha de ACM Neto está viva, pulsante, se fortaleceu bastante no interior e tende a manter essa pegada até o fim da campanha. 

   E, é claro, os 6% de indecisos que ainda não tomaram suas decisões, historicamente, migram para os candidatos meio a meio. Ou seja, uma parte decide por Neto; e outra parte por Jerônimo.

    O que está causando certo alvorço nas hostes petistas é porque o governador com 4 anos de mandato, muitas obras no interior e na capital, um esquema fortissimo de apoio dos prefeitos, mais de 330 dos 417 municípios, não consegue decolar como se imaginava!

   O que teria acontecido? Onde está o entrave? O que faltou ou está faltando para que isso acontecesse?

    Nos parece que houve um excesso de confiança nos articuladores, houve um descuido da comunicação no decorrer do mandato de expor o que o governo realizava no estado, a Bahia perdeu o bonde a história no desenvolvimento econômico, os grande projetos não sairam dos papéis, a segurança decaiu, a educação não avançou, a saúde ampliou a rede mas não resolveu a fila de regulação, ou seja, o governo abriu brechas enormes para que ACM Neto encaixasse seu discurso de mudança com segurança, pix saúde, industrialização no interior, um discurso mais politizado em defesa da Bahia que Jerônimo não tem, até por ser aliado de Lula e aceitar tudo calado.

    Casos como a não duplicação da BR-116, o crônico estado da BR-324 ligação Feira a Salvador são exemplos disso e trouxe desgaste a Jerônimo, o qual, emnbora seja um governador que trabalha muito, sua a camisa, viaja bastante para o interior, faltou-lhe articulação politica, uma vez que a maioria dessas viagens acabou de diluindo no esquecimento.

    ACM Neto que não tinha nada a mostrar em termos de realizações, salvo sua gestão na capital, formatou algumas alianças importantes como Cocá na vice e a adesão do senador Angelo Coronel, forte apoio de Zé Ronaldo na RMF, enfim, criou uma base de expansão no interior e seu discurso mudança com segurança encaixou como uma luva aos olhos dos eleitores liderando a corrida eleitoral (segundo as pesquisas) desde o inicio.

    A campanha - óbvio - não está ganha nem para Neto; nem para Jerônimo e chega ao 4 de outurbro com essa incógnita. Tudo passa a contar milimetricamente a partir deste final de semana até o outro, inclusive o dia 4, o mais importante. (TF)