Com El Faro de Ceuta
Tasso Franco , Salvador |
02/09/2026 às 18:11
Governno espanhl enfrenta sua maior crise com invasão de africanos
Foto: DIEGO NARANJO
Salvador abra os olhos com essa ideia absurda de perder sua identidade e se transformar em capital afro. Nesta quarta-feira, 2 de setembro, diversos municípios espanhóis estão realizando manifestações de apoio a Ceuta, coincidindo com o Dia de Ceuta. As mobilizações visam demonstrar solidariedade aos cidadãos da cidade autônoma diante da situação vivida no local após a entrada em massa de imigrantes nos dias 30 e 31 de julho e o clima de tensão das últimas semanas.
A iniciativa principal foi promovida pela Federação Espanhola de Municípios e Províncias (FEMP), que solicitou às prefeituras a realização de atos às 20h em frente às sedes dos governos municipais, somando-se assim aos primeiros apelos para ir às ruas feitos pelos próprios moradores de Ceuta que vivem fora da cidade autônoma.
O objetivo é transmitir uma mensagem de apoio aos habitantes de Ceuta e defender a convivência, a segurança e a unidade territorial da cidade, além de proclamar em alto e bom som que "Ceuta não se vende, Ceuta se defende" — um lema que viralizou.
As mobilizações se espalharam por diferentes pontos da Espanha. Em cidades e municípios de todo o país, moradores e representantes políticos participaram ou manifestaram seu apoio à iniciativa.
CEUTA É ESPANHA
A Plaza de África foi, neste dia 2 de setembro, palco de uma mobilização multitudinária por ocasião do Dia de Ceuta, convocada para expressar o descontentamento da população diante da situação gerada após a entrada em massa e irregular de pessoas na cidade, no final de julho.
Segundo os organizadores, mais de 25.000 pessoas reuniram-se no ato central, proporcionando uma das maiores concentrações de público vistas na cidade autônoma nos últimos anos.
A manifestação ocorreu sob uma mensagem comum: "Ceuta é Espanha". Bandeiras da Espanha e de Ceuta acompanharam o ato, que buscou reafirmar a identidade espanhola de Ceuta e, ao mesmo tempo, exigir do governo central um maior empenho para enfrentar as consequências da pressão migratória e garantir o funcionamento dos serviços públicos.
O ato principal foi encerrado com a leitura do manifesto "Ceuta somos todos", elaborado em nome dos habitantes de Ceuta e lido por Celin Arjandas, Talia Bentolila, Silvia Cordero Lagares e Ramia Mohamed Moubarik.
O documento atribui a origem da situação atual à entrada em massa de pessoas pela fronteira nos dias 30 e 31 de julho e reivindica uma resposta coordenada das diferentes instâncias administrativas.
Uma afirmação da soberania espanhola
O manifesto sustenta que a cidade enfrenta uma "pressão extraordinária" que está colocando à prova seus recursos, os serviços públicos e a capacidade de manter a normalidade. Seus promotores estendem essa preocupação a toda a Espanha e à União Europeia, por considerarem que a fronteira de Ceuta constitui também uma fronteira externa europeia.