Angelo Coronel ainda está na antecâmara da Esperança, a pensar
Tasso Franco , Salvador |
20/01/2026 às 11:44
A Lógica Cisne Negro e a antecamara da Esperança
Foto: BJÁ
No último dia 13 escrevi um comentário falando sobre a dinâmica da incerteza - o que o escritor libanês Nassim Nicholas Taleb classifica como “A lógica do Cisne Negro” - com muitos palpites sendo divulgados pela mídia sobre a decisão que o senador Ângelo Coronel (PSD) tomará em relação ao pleito de 2026, que elegerá governador, senadores e deputados.
E encerrei o texto dizendo que o que se sabe e o que se acha que se sabe, no momento, é nada. Coronel ainda não decidiu e parece não ter pressa em tomar a decisão final. O Cisne Negro segue navegando, calmamente.
Volto ao assunto, pois, embora não haja novidades substanciais sobre a posição que o senador adotará – ele segue navegando, calmamente - em relação a sua candidatura ao Senado, o que prevalece já dito inúmeras vezes por ele, é a sua condição de candidato à reeleição para o Senado.
De acordo com o que a reza a tradução etimológica do Senado, que vem de Senatus - em latim a representação de envelhecido - porém, com o sentido de Casa de velhos sábios, de pessoas experientes nos campos da política e da filosofia, cujos representantes, por já terem passado por outras experiências sabem que é preciso tem cautelas e reservas com falácias narrativas, armadilhas postas aqui e acolá, enfim, ter paciência.
Os aliados do PT na Bahia vivem há anos na antecâmara da esperança.
O que isso significa?
Ora, vivem na expectativa de um dia chegarem ao topo do poder na políica e também serem apoiados. Sair da antecâmara tem consequências positivas e negativas; e vice-versa.
João Leão, por exemplo, deixou essa antecâmara, em 2022, e as consequências teriam sido negativas. Mas, olhando-se por outra perspectiva, também positivas, porque se livrou do eterno imponderável, da submissão.
O senador Ângelo Coronel, no momento, está na antecâmara, porém, a pensar.
Certa ocasião, Coronel se uniu a Leão, juntamente com Otto, todos ainda na antecâmara e derrubaram Marcelo Nilo da presidência da Assembleia, cujo reinado já durava dez anos. E decidiram fazer essa manobra sem o PT no comando.
Em seguida, dividiram o poder, o pós Marcelo, primeiro com Coronel (PSD) na presidência da Assembleia depois com Nelson Leal (PP), e adiante com Adolfo Menezes (PSD) num sistema de rodizio partidário, quebrado, a partir da saída de Leão da aliança majoritária petista.
A decisão que Coronel vai tomar, em 2026, ninguém sabe e tudo o que se tem dito a respeito, não corresponde ao que vai acontecer. O que prevalece, até agora, é o fato dele ser candidato ao Senado. (TF)