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BAHIA ENFIM VENCE REMO 2X1 E ENTRA NO G-4, POR ZÉDEJESUSBARRÊTO

Tricolor só jogou bem o primeiro tempo, no segundo esteve sonolento e o árbitro apimentou o jogo com dois pênaltis
ZedeJesusBarrêto ,  Salvador | 14/09/2026 às 22:39
Jean Lucas fez o primeiro gol
Foto: Vatarina Brandão ECB
   Um triunfo (2 x 1) com muitos significados. A quebra de um tabu, fim da freguesia,três pontos ganhos (agora 46) que já espantam qualquer possibilidade de queda, a 10 rodadas do final, a entrada da equipe no grupo de elite dos quatro primeiros (o seletoG-4) que garante vaga direta na Libertadores de 2027 e, mais ainda, o tricolor alcançaa marca inédita de 11 jogos seguidos invicto na competição. 

  Rogério venceu a primeira para Leo Condé, e venceu convencendo, porque o Bahia foi superior ao valoroso adversário a maior parte da partida e criou oportunidades para fazer um placar de 4 ou 5 gols. Desperdiçou chances e parou também no bom goleiro Marcelo Rangel, um dos destaques do jogo.

  No primeiro tempo o Bahia foi absoluto, na segunda etapa o Remo, na valentia, partiu pra cima e criou algumas dificuldades para a defesa baiana, mas o gol remista só saiu no último lance do jogo, já nos acréscimos, num pênalti meio ‘mandrake’ arranjado pelo bom árbitro pernambucano. 

  Mesmo no segundo tempo, com as ações mais equilibradas, o Remo no desespero, foi o Bahia que desperdiçou as melhores chances. Um bom resultado, o torcedor gostou.

  Na Fonte Nova- Noite de segunda-feira com lua crescente, primavera chegando e um bom público (em torno dos 35mil) nas arquibancadas; o torcedor tricolor ansioso por triunfo do Bahia contra um adversário que venceu as três partidas disputadas este ano – 4 x 1 em Belém, 3 x 1 em Salvador pela Copa do Brasil e 2 x 1 novamente na capital paraense pelo primeiro turno do Brasileirão. 

  Um calo dolorido, tabu, freguesia. Rogério Ceni levou três remadas nas fuças de Leo Condé.- Mais que uma vingança, com um triunfo o Tricolor assumiria a quarta posição na tabela de classificação, terminando a 27ª rodada no privilegiado G-4, o topo (o time tinha 43 pontos, foi a 46). Primeira partida da equipe sem o bom zagueiro argentino Ramos Mingo, negociado com o América do México, e mais o desfalque de Erick, suspenso.

  - Já o Remo, mesmo jogando bem em Belém e encardindo partidas fora de casa, ocupaa zona do desespero, a Z-4, é candidatíssimo ao rebaixamento (está em 19º lugar, com23 pontos).- O Bahia estreou o uniforme Padrão III, uma homenagem aos chamados ‘povos originários’; presença de lideranças e representantes de comunidades indígenas comoos Pataxó, com indumentárias e adereços. 

  Os atletas tricolores entraram no gramado acompanhados de crianças (miúdos) de linhagens nativas.- O Tricolor, pois, com camisetas e calções num azul escuro e detalhes dourados; o Remo de branco total, detalhes em azul.

   Com bola rolando...- Começo pegado, corrido, o Tricolor tomando as iniciativas, trocando passes, e o time paraense fechadinho atrás, na arapuca dos contragolpes em velocidade, manhoso etraiçoeiro, por uma bola. As equipes se conhecem bem. As ações se desenrolando pelas intermediárias, nenhum lance de área nos primeiros 15 minutos.

  - Aos 16’, primeiro chute, frontal mas de longe, de Juba, Marcelo Rangel catou bem, por baixo. Na sequência, Pulga tentou, já na área adversária, mas foi travado pela zaga.- Gol! 1 x 0 Bahia, Jean Lucas, aos 20min. Tchamba vacilou, Kike roubou, invadiu pela direita, rolou pra trás e Jean Lucas finalizou, acertou o canto.

  - O Remo, até então acuado, tinha de sair pro jogo, atacar. Aos 27’, Pulga tabelou com Juba e Nestor bateu forte, Marcelo Rangel fez uma defesaça. Aos 30’, Nestor bateu falta frontal, perto da meia lua, Marcelo foi buscar no canto, no rebote, o goleirão, já se destacando, salvou o segundo

  .- Os paraenses subiram suas linhas de marcação, saindo do sufoco, equilibrando mais as ações no meio-campo. Aos 43’, em boa trama de kike, Jena Lucas, Pulga acertou atrave de Marcelo Rangel, já batido. Aos 45’, Kike cruzou na cabeça de Veliz, a testada passou triscando o poste de Marcelo, 

  já vencido.O Bahia dominou as ações no primeiro tempo, fez 1 x 0 e criou umas quatro chances claras de ampliar. Jogou inteiro no campo adversário, com mais posse de bola (64%) epouco sofreu atrás, sem dar chances ao contragolpe do Remo. Mas o placar mínim onão garantia nada. O adversário, muito precavido, mas tinhoso. Nada definido.

   Destaques para o goleiro Marcelo Rangel, evitou um placar mais elástico; Kike, Jean Lucas, a postura coletiva do Tricolor.

  - Segundo ato: - Leo Condé fez três substituições Ze Wélison, Tagliari e Vitor Bueno em campo. Em tese, mudanças ofensivas, o Remo precisava mudar o panorama e oplacar. Aos 5’, saiu Jajá, entrou Alef Manga.- Aos 6’, Pulga perdeu um gol incrível, de frente, após ótimo cruzamento de Kike; de cara pro gol, livre, bateu por cima. Aos 7’, arremate cruzado de Kike, Marcelo Rangel espalmou. 

  O Bahia continuava em cima, pressionando. Aos 8’, Alejo Veliz recebeu dePulga e arrematou, meio travado pela zaga, a bola passou por cima, perto. Chance seguidas do Tricolor, bem mais agressivo.- A partida mais franca, o Remo pegando forte (com faltas), postura mais avançada, o Bahia com mais espaços, chegando mais. 

   Aos 20’, outra finalização de Kike, o goleiro catou. Aos 25’, Kanu testou para as redes um cruzamento de Nestor, mas a arbitrageminvalidou o gol, por impedimento.- Aos 27’, Vitor Bueno disparou uma bomba, de longe, a bola raspou o poste de Ronaldo, com muito perigo. O Remo equilibrou, arriscando tudo. Tagliari, num contragolpe, arriscou mais uma vez de longe, Ronaldo defendeu. O jogo fica tenso.Novo chute de Vitor Bueno, Ronaldo exigido. 

   O Remo em cima, pressionando, alçandobolas na área baiana, ao tudo ou nada.

   - Então, Ceni tomou providências – Ademir, Caio Alexandre e Everton Ribeiro em campo, aos 33 minutos. Aos 36’, cruzamento de Ademir, testada de Nestor, passou rente. O Tricolor tenta sair do sufoco, voltando a atacar. Aos 43’, Ademir arrancou, Veliz foi derrubado na área, o árbitro marcou o pênalti. Mais seis minutos de jogo.- Gol! 2 x 0 Bahia, Juba! Bateu forte, colocado, sem defesa.

  - Aos 48’, o árbitro viu pênalti de Everton Ribeiro em Poveda, numa bola dividida e travada na área tricolor. Os tricolores reclamaram de uma falta clara, antes, em Caio Alexandre.- Gol! 2 x 1 , Vitor Bueno bateu forte a penalidade, diminuindo. Ceni pôs Everaldo em campo. Acabou.

  Destaques- No Bahia, Kike fez seu melhor jogo com a camisa tricolor. Bom primeiro tempo de Jean Lucas. O coletivo, a postura competitiva. No Remo, o bom goleiro Marcelo, evitou um placar maior. Vitor Bueno entrou bem, chuta de longe. Não faltou luta aos paraenses, deram trabalho no segundo tempo.

  Ficha Técnica- O Tricolor escalado por Rogério Ceni: Ronaldo, Marcos Vitor, David Duarte, Kanu e Juba; Acevedo, Jean Lucas, Nestor; Kike, Alejo Veliz e Pulga. (Roman Gomez, Everton Ribeiro, Caio Alexandre, Ademir, Everaldo)

  - O Remo do treinador Leo Condé: Marcelo Rangel, Zé Ivaldo, Tchamba e MatheusFelipe; Pikachu, Picco, Ze Ricardo, Patrick e Marlon; Galeano e Jajá (Alef Manga, Ze Wélison, Tagliari, Vitor Bueno, Poveda).

  - No apito, o pernambucano Rodrigo José Pereira Lima (boa atuação, a despeito dopênalti marcado contra o Bahia; Everton não fez a penalidade e, instantes antes Caio Alexandre sofreu falta, ele não deu e na sequência... Mas é um bom árbitro.

  Pela rodada 28ª o Tricolor enfrenta o Athlético Paranaense, na arena do Furacão, emCuritiba, o rubro-negro local é o 3º colocado. Briga de cachorro grande.