Esporte

COM FUTEBOL COLETIVO DE ALTA QUALIDADE FRANÇA DERROTA O BRASIL NOS EUA

ZédeJesusBarrêto comenta que foi seleção brasileira está sem rumo, sem uma organização coletiva e explora o individualismo
ZedeJesusBarrêto , Salvador | 26/03/2026 às 19:35
Time da França deu show de bola em matéria de coletividade
Foto: BJÁ
    Mesmo atuando com um atleta a mais durante quase todo o segundo tempo, a Seleção Brasileira não conseguiu vencer a França, em Boston, no amistoso preparativo para a Copa do Mundo. Os franceses foram superiores, sobretudo coletivamente. Dominaram o primeiro tempo e souberam jogar com manha e inteligência na segunda etapa, com um jogador a menos em campo. Até fez 2 x 0. 

  Depois de muita ssubstituições, na base do individualismo, na vontade, a seleção de Ancelotti lançou-se inteira ao ataque e até diminuiu, com um gol de zagueiro, em bola alçada na área europeia.

  A verdade é que ainda não temos time pronto para a Copa. No gol, falta confiança, e nossos laterais são fracos. O zagueiro Bremmer ganhou lugar entre os que irão à copa. Precisamos de meio-campo, armadores. Os ‘astros’ Vini Jr e Raphinha muito abaixo do que mostram em seus times.

  Ancelotti vai ter muito trabalho pra encaixar uma equipe mais aguda, mais parecida com o ‘velho e bom’ futebol brasileiro. Nossa postura foi acanhada, de time inferior, apenas reativo, na base dos contra golpes  e individualismos. Finalizamos pouco e mal. Uma Copa do Mundo exige mais.

   E uma equipe com 5 títulos mundiais tem de se impor em campo. Estamos longe disso. Mesmo quando estávamos num 11 contra 10 em campo não conseguimos superar o bom e bem arrumado time francês,

  Em Boston/EUA- Tempo limpo, estádio para cerca de 70 mil pessoas, amistoso de preparação para a Copa do Mundo. Gramado tapete. O Brasil, 5 vezes campeão mundial, a França 2 duas vezes. No momento, a França é a vice-campeã e está em 3º lugar no ranking/FIFA; o Brasil é o 5º no ranking.

  - Os franceses de Deschamps com a maioria dos titulares em campo, o Brasil de Ancelotti com muitos desfalques, sobretudo no sistema defensivo, por conta de lesões.

  - A derradeira, a definitiva convocação de 26 atletas que vão jogar a Copa – começa a 12 de junho, com 48 seleções, e acontecerá em gramados dos EUA, México e Canadá -,se dará em 18 de maio. Só vai quem estiver 100% fisicamente, segundo o treinador.Um bom teste, pois, e a oportunidade para alguns mostrarem ‘serviço’.

  - Os uniformes: O Brasil com o padrão dois, camisetas, calções e meiões em azul bem escuro, estranho; a França de camisetas, calções e meiões num verdinho bebê, quase branco (uma homenagem ou referência, disseram, à estátua da Liberdade, um dos símbolos dos EUA). Ambos fora dos padrões tradicionais, conhecidos.

 Com bola rolando ...

  - Os franceses começaram tomando as iniciativas, bola no pé, ditando o ritmo, ofensivos. Mas foi o Brasil que chegou primeiro, num lançamento logo de Casemiro, Raphinha penetrando na área pela esquerda, o tiro saiu forte, por cima, aos 5minutos. 

   Muito dinamismo, correria. Os brasileiros claramente programados para ocontra golpe, reativos, passes longos. Os europeus tocando e marcando alto, linhas adiantadas.

  - Aos 26’, boa trama, Martinelli arriscou da frente da meia lua, assustando Maignam.- Gol! 1 x 0 França. Mbappé, aos 31min. Bola dividida e perdida por Casemiro no meiode campo, enfiada nas costas da zaga, Mbappé ganhou na velocidade, invadiu a área etocou por cima de Ederson, com classe.

  - Domínio francês, donos do meio de campo. Aos 34’, chute de longe de Cunha, errou o alvo. Aos 36’, troca de bola de primeira dos franceses, Mbappé chutou cruzado, rasteiro, passou rente ao poste de Ederson. Casemiro respondeu, aos 28’, num chutede longa distância, fora.

  Uma França tecnicamente, coletivamente superior na primeira etapa, com mais possede bola, senhora do meio-campo, evoluindo com troca de passes, atuando mais próxima da área brasileira. Nossa seleção nos contra golpes, apenas, apostando noindividualismo, na correria de Vini Jr (enroscado, como falso centroavante), de Cunha, Martinelli. Raphinha perdido, pegando pouco na bola. 

  A defesa se desdobrando, Casemiro incansável, mas deu mole no lance do gol francês. Não temos um meio-campista armador. Andrey e Douglas sumidos. O goleiro Maignan não fez uma defesa sequer. Placar, 1 x 0, justo.

  Segundo ato – Ancelotti trocou Raphinha por Luiz Henrique, no intervalo. Uma seleção com postura mais ofensiva, no recomeço. Aos 3’, em boa trama, Martinelli foi travado na hora da finalização, de frente. Aos 5, Luiz Henrique, que entrou ousado, levou a marcação e exigiu a primeira boa defesa de Maignan, num chute forte, rasteiro, cruzado.

  - Aos 7’, Wesley foi derrubado na entrada da área francesa, quando entrava em velocidade; os brasileiros pediram cartão vermelho para o zagueiro Upamecano, o árbitro foi ver o VAR e expulsou o francês.

   A partir dos 9’, o Brasil com um atleta a mais em campo. Leo Pereira bateu a falta nas mãos do goleiro.- Deschamps pôs em campo o zagueiro Lacroix e o apoiador Kanté; saíram Dembelé e Thcouaméni. 

  Recompondo a equipe, agora com 10 homens.- Outro panorama, outra leitura de jogo, pois. Um Brasil ofensivo, as linhas avançadas,a França com o placar, ainda, 1 x 0. Ancelotti lançou João Pedro, atacante (saiuMartinelli); Vini Jr agora mais pela esquerda.- Gol! 2 x 0 França, Ekitiké, aos 20 min. A seleção brasileira avançada, a defesa aberta,e os franceses acharam um ótimo contra golpe, pela esquerda, em velocidade. O centroavante entrou livre nas costas de Wesley e tocou na saída de Ederson, ampliando, mesmo com um atleta a menos em campo.

  - Ancelotti lança o meio-campista Danilo, o atacante estreante Igor Tiago e o zagueiro Ibañez. Testando caras novas. Nenhuma estratégia de jogo para vencer, virou baba. Na base do individualismo, apenas. A França bem plantada, atuando com inteligência, segurando a vantagem.

  - Gol! 2 x 1 Brasil, aos 34’, Bremmer, zagueirão, dando uma de centroi avante, após cobrança de falta da esquerda, bola alçada, cabeçada pro meio, Casemiro serviu, o becão finalizou bem. Pondo o Brasil de novo na partida, com um a mais em campo. - 

  -- Pausa pra hidratação. Tinha tempo pra uma reação brasileira. Ao ataque. A torcida brasileira, maioria no estádio, incentiva. Aos 38’, cabeçada de Danilo, Os Franceses administram, já sem conseguir encaixar um contragolpe. O Brasil com a bola,tentando. Aos 45’, após boa jogada de Luiz Henrique pela esquerda, Bremmer tentoupegar o cruzamento de primeira, encheu o pé, por cima!

  - Aquela pressão final brasileira, inteiro na frente, a França atrás, suportando, ensebando, garantindo o triunfo, na manha. Deu França!

  Destaques- Bremmer, disparado o melhor. Luiz Henrique, Casemiro, Mateus Cunha, pelo esforço. De Vini Jr e Raphinha, esperava-se bem mais. Na França, Rabiot, Mbappé, individualmente. O jogo coletivo, inteligente.

  As equipes escaladas- O Brasil do italiano Ancelotti: Ederson, Wesley, Bremmer, Leo Pereira e Douglas Santos; Casemiro, Andrey; Raphinha, Matheus Cunha, Vini Jr e Martinelli. (Luiz Henrique, Igor Tiago, Danilo, Ibañez, João Pedro, Sara).

  - A França de Deschamps: Maignan, Gusto, Konaté, Upamecano (expulso) e Theo Hernandez; Tchouaméni (Kanté) e Rabiot; Olise (Thuram), Mbappé e Dembelé(Lacroix); Ekitiké (Doué) (Akilouche)- No apito, Guido Gonzalez, dos EUA.*A seleção volta a jogar no dia 31, 21h, em Orlando/EUA, contra a Croácia (de Modric),o último amistoso antes da convocação final para a Copa.