Esporte

CHINA SE EXIBE AO MUNDO E EXPÕE SÍMBOLO GLOBALIZAÇÃO NA OLIMPÍADA

Vide
| 08/08/2008 às 11:08
Na abertura, o globo sendo exibido como sinal de que a China se abre para o mundo (F/El País)
Foto:
  A China se mostra ao mundo. O espetáculo de abertura dos 29º Jogos Olímpicos em Pequim nesta manhã de sexta-feira, 8, horário de Brasília, revelou a força do país, suas tradições e a passagem de uma China imperial para a era contemporânea, abstraindo-se do período sombrio das guerras contra o Japão e da contra-cultura de Mao Tsé Tung.

  Sob o sectarismo habitual chinês e com a ameaça de um olimpismo politizado, os organizadores dos jogos se esforçam para fazer uma olimpíada "aberta, criativa, eficiente e honrada para o povo", como apregoam.

  O governo chinês tem como principais convidados, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o primeiro ministro da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o presidente do Brasil, Luiz Ignácio Lula da Sailva, os príncipes de Astúrias, Espanha, a princesa do Japão, entre outras autoridades.

  Assegura que tudo está sob controle, desde a segurança deste chefes de estado, até o bombardeio de nuvens com iodo para alterar a climatologia, se necessário.

  A abertura foi monumental, desde a exposiação dos tambores passando pelas invenções da pólvora, da escrita, da bússola, do papel, até se chegar a escola, a tecnologia e a modernidade. Tudo isso tendo como pano de fundo, o homem.

  Os chineses não colocaram a tecnologia à frente do homem e sim interagindo com ele. Ademais, tudo na medida certa, nada espetaculoso ou artificial.

  JOGOS POLITIZADOS

  O que mais as autoridades chinesas temem, diante da presença da imprensa internacional - são milhares de jornalistas na China - são as mensagens postas ao mundo diante da posição deste país contra o Tibet e o Sudão e suas restrições aos direitos humanos.

  Sobre as críticas do presidente Bush, Quim Gang, porta-voz das Relações Exteriores de Pequim, sentenciou: "Que Bush se meta em seus assuntos", diante da expressão do presidente dos Estados Unidos de que "o povo chinês merece gozar de maior liberdade".
 

  As manifestações também estão partindo de atletas. 127 deles endereçaram uma carta ao presidente chinês, Hu Jintao, reclamando maiores liberdades. O documento foi divulgado na web de Sportsforpeace, através da secção alemã da Anistia Internacional.

  Entre os atletas que assinaram estão o lançador de disco lituano Virgilijus Alekna, o saltador a distância panamenho Saladino, a saltadora de altura croata Blanca Vlasic e o recordista mundial de 110 metros com valas, o cubano Dyron Robles, grande rival do ícone chinês, Liu Xiang, atual campeão olímpico.