Cultura

ALBA CULTURAL LANÇA 2 LIVROS E IVANA DESTACA QUE FORTALECERÁ PROGRAMA

Excelentes lançamentos da ALBA Cultural pilotado pelo jornalista Paulo Bina
Tasso Franco ,  Salvador | 15/04/2026 às 20:54
A presidente Ivana Bastos
Foto: BJÁ
  A ALBA CULTURAL lançou no inicio da noite desta quarta-feira, 15., obra “Um oposicionista na Política Baiana”, que resgata a trajetória do ex-deputado Paulo Jackson Vilasboas; e “Os comunistas estão chegando”, do jornalista e escritor Emiliano José. O evento contou com as presenças da presidente e vice-presidente de Assembleia, deputadas Ivana Bastos e Fátima Nunes.

  A presidente destacou a importância do projeto ALBA Cultural, elogiou o trabalho desenvolvido pelo jornalista Paulo Bina e lembrou que, embora sua base politica principal seja Guanambi, é natural de Caetité, e desde cedo acompanhou a trajetória politica de Paulo Jackson e sua dedicação ao petismo. 

“Um oposicionista na Política Baiana”, que chega à terceira edição revista e ampliada, foi escrito pela professora Joandina Maria de Carvalho e reúne, ao longo de 518 páginas, relatos e entrevistas que mostram como se construiu a atuação política de Paulo Jackson em um período marcado pela consolidação do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia.

  Joandina disse que teve a honra de acompanhar Paulo Jackson pelo interior da Bahia combatendo o carlismo e trabalhando em defesa dos homens do campo, assim como na luta do deputado para a afirmação do PT na Bahia.

O livro reúne depoimentos de familiares, sindicalistas, parlamentares e militantes, construídos a partir de 26 entrevistas que somam quase 18 horas de gravação. Esse material ajuda a entender o contexto da época e os desafios enfrentados pela oposição. A autora mostra como, “dentro deste quadro de grandes dificuldades para a prática oposicionista, emergiu a figura do engenheiro-sindicalista como referência”, especialmente no ambiente partidário e nas disputas políticas dos anos 1990.

MEMÓRIAS DO JORNALISMO

O segundo título lançado foi “Os comunistas estão chegando”, do jornalista e escritor Emiliano José. A obra é o segundo volume da série Memórias do Jornalismo e nasceu de textos publicados nas redes sociais do autor desde 2019.
Emiliano disse que já tem mais 3 livros prontos sobre o jornalismo e jornalistas baianos e vai encaminha-los a ALBA Cultural pra a sua publicação. Destacou que esse é um programa de grande valor para a literatura baiana.

  Emiliano também comentou que a leitura, o livro, é onde está o saber e disse que "sou um velho que gosta de pegar no livro, de rabiscar o livro e quando eu não estiver mais aqui na terra alguém que se interesssar por minha biblioteca vai ver quantas anotações fiz nos meus livros, de autores os mais variados".

  Neste livro, Emiliano reúne histórias de 18 jornalistas que atuaram em redações baianas durante a ditadura militar, especialmente nos impressos Jornal da Bahia e Tribuna da Bahia. A narrativa parte de um documento produzido por um agente infiltrado nas redações nos anos 1970, que classificava profissionais como “perigosos comunistas”.

A partir desse material, o autor constrói um retrato detalhado daquele período. Segundo ele, são “comoventes histórias de dedicação à busca da verdade, essa utopia do jornalismo”. O livro mostra como esses profissionais enfrentaram a censura e seguiram trabalhando em um ambiente de vigilância e pressão.

A obra também tem um caráter colaborativo. Os textos incorporam comentários de leitores, que ampliam as memórias e ajudam a reconstruir os acontecimentos. De acordo com Emiliano, esses registros são parte essencial do livro. Ele chama atenção para isso ao afirmar: “Não leiam o chamado texto principal, de minha lavra, desprezando os comentários. Será pecado. Os comentários são essenciais”.

Com prefácio do jornalista Ernesto Marques, o livro traz à tona nomes importantes da imprensa baiana e reforça a importância de preservar essas histórias, especialmente em momentos em que o debate sobre democracia e liberdade de expressão segue atual.