Um filme de emoções, intenso e de dificil entendimento no comparativo com o movimento dos imigrantes atuais
Seap Ocnarf , Salvador |
03/04/2026 às 20:14
Cinema - Uma Batalha Após a Outra
Foto: DIV
"Uma Batalha Após a Outra" foi o grande vencedor do Oscar 2026 conquistando 6 estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção (Paul Thomas Anderson), Ator Coadjuvante (Sean Penn) e Melhor Escalação de Elenco. Não vi méritos para tal performance, salvo a estatueta para Sean Penn. No mais, melhor filme para uma produção tipo correria, frenética, sem valorização da arte cinematográfica, em si, o personagem principal Bob, interpretado por Leonardo DiCaprio não me convenceu nem levou nada; e outra personagem Perfidia (Teyanna Taylor) menos ainda, algo exagerado.
No roteiro, Bob (Leonardo DiCaprio) e Perfidia (Teyana Taylor) fazem parte do grupo revolucionário antifascista 75 Franceses que atua na fronteira entre os Estados Unidos e o México com a prática de terrorismo doméstico, principalmente em defesa dos imigrantes. Mas tudo dá errado quando Perfidia é capturada por seu arqui-inimigo, o Coronel Steven J. Lockjaw (Sean Penn).
A partir desse episódio começa "Uma Batalha Após a Outra" embora a atuação de Bob como revolucionário seja nenhuma, pelo menos do ponto de vista do que se conhece como revolucionário terrorista. Ele aparece mais como um hippie drogado, frequentemente atordoado e quase paranoico sem façanha revolucionária, no currículo, dedicado à criação de sua filha adolescente, Willa (Chase Infiniti).
Enquanto isso, Lockjaw aspira se juntar a algum tipo de organização maçônica supremacista uma vez que seu passado ameaça vir à tona (teve um caso com Perfidia e Willa é sua filha de sangue) e colocar tudo em risco, então ele decide eliminar qualquer vestígio de evidência. Então, Bob, involuntariamente, será forçado a retomar sua antiga luta.
Paul Thomas Anderson adaptou o romance Vineland, de Thomas Pynchon – da época Ronald Reagan - transformando-o em uma crítica mordaz à sociedade atual, trumpista, dos imigrantes e do ICE. O diretor consegue ser intenso, o filme é frenético, um coquetel molotov de ações até complicado para ser entendido pelos telespectadores, sobretudo s relação brutal sexual e sei lá mais o que entre Perfídia e Lockjaw, na primeira hora. A película é longa, quase 3 horas de duração
O filme de Anderson é um verdadeiro coquetel que funciona não só graças ao roteiro e à trilha sonora de Jonny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead e colaborador regular do cineasta, mas também ao elenco. Leonardo DiCaprio está razoável como Bob, Benicio del Toro, perfeito, e Chase Infiniti, que faz a filha de Bob. Mas, nada de excepcional, salvo Sean Peenm.
De fato, o maior trunfo de Uma Batalha Após a Outra é o roteiro com uma atmosfera tensa (não chega a levar o telespectador a suspirar) isso somente acontece um pouco na perseguição da estrada final do filme.
De fato, o maior trunfo de "Uma Batalha Após a Outra" é a personalidade avassaladora de seus personagens e grande força ao roteiro de Anderson. Trata-se, pois, de um drama de perseguição frenético e emocionante, misturando críticas sociais sobre o extremismo com um drama familiar tenso. E só. Às vezes fica chatérrimo.