quarta-feira, 23 de junho de 2021
Cultura

DICAS DO SERAMOV: A CULTURA DA MORTE E A PANDEMIA DO CORONAVIRUS

Veja as dicas do Seramov para entender a cultura da morte
Tasso Franco , da redação em Salvador | 16/05/2021 às 09:37
Sacrifícios na América
Foto: REP
     O jornalista Tasso Franco publicou neste domingo, o 36º texto do seu livro "A mão espiritual de Seramov - linhas que iluminam o seu futuro" no aplicativo de literatura wattpad. Leia abaixo e os demais no wattpad.

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                                     A CULTURA DA MORTE E A PANDEMIA DO CORONAVIRUS

Hoje vou falar sobre a Cultura da Morte. Nós estamos vivendo uma pandemia do coronavírus. Nunca imaginei que pudesse passar por isso. Estamos há mais de um ano confinados e o que mais se fala no Brasil hoje é sobre a morte. 

Cultura da morte. 430 mil pessoas já morreram em função da pandemia. As pessoas estão apavoradas, estão desesperadas, os negócios caíram; nós estamos confinados dentro de nossas residências. Uma situação bastante crítica.

A cultura da morte é uma coisa antiga, muito antiga. Pode-se dividir em várias tendências. As culturas pré-hispânicas onde é, hoje, o México, a Colômbia, o Peru, Equador, Guatemala - a região andina Norte - os povos Astecas, Maias; ofereciam aos deuses, diversos deuses - o sistema era politeísta e tinham vários deuses; do sol, da lua, do mar, do rio, das serpentes, da cultura do milho... - crianças, matavam as crianças, tiravam o coração e ofereciam aos deuses. 

Quem vai ao México, visita aaquelas pirâmides no interior, vê os templos onde foram registrados alguns desses acontecimentos. Não foi exclusivo de lá. Na Europa medieval teve a caça às bruxas, matança para limpar o espírito. A igreja católica pratricou a Inquisição onde pessoas eram mortas em fogueiras, ou adotava o cristianismo ou era queimado vivo. Muitos judeus foram sacrificados.

Nas tribos africanas, no Egito, na Ásia, na China, na Índia... havia essa cultura antiga de sacrificar pessoas, sacrificar jovens (especialmente jovens e crianças) para oferecer aos deuses. 

    Depois, com o advento do cristianismo e no Império Romano, e também com a difusão do islamismo, dos conceitos filosóficos da China, da Índia com os vedas e depois com Buda, com Maomé, com Alah, essa situação se modificou. 

     O Império Romano adotou o cristianismo e os deuses até então cultuados - Minerva, Netuno, Venus, Júpiter ... deixaram de ser referência com o tempo e cultura politeísta praticamente desapareceu.  

   Não de todo. Ainda existem muitas seitas e crenças que cultuam diferentes coisas da natureza. O povo de santo é assim, o candomblé cultua os orixás e as plantas. São outros 'deuses' e temos que respeitar a todos.

   Hoje, vemos falar no Brasil nessa nova cultura da morte, que seria uma coisa divinatória. Seu dia chegou você vai morrer. Nada disso. A morte é uma processo, é um prolongamento da vida. As pessoas nascem, ficam jovens, depois vão envelhecendo o corpo, as células vão ficando mais fracas e vem a morte. 

    Eu não estou mais na época da juventude. Meus os cabelos já estão brancos, os músculos mais fracos e tenho que ter cuidado até no andar. Então, isso é uma tendência natural. Não há essa coisa divinatória que estabeleceu “ah! chegou o seu dia e você vai morrer”. 

   É conversa fiada. É um processo natural e que não acontece só com os humanos. Acontece com os animais, com os vegetais.. uma planta é assim. Por mais que você molhe ela chega a um ponto que morre. Os animais também. Qualquer animal. Uns vivem mais do que outros. Cavalo, boi, elefante, rinoceronte, cabras etc… é um processo natural da vida. 
 
   Então vou dar 5 dicas da mão espiritual de Saramov. As cinco flechas diretas, certeiras para que vocês ou se orientem ou tenham noção do que seja isso e não fiquem achando que a morte é uma coisa divinatória.

1. A morte é um estágio da vida. Vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Todo mundo morre. Pode ser que uns morram mais velhos do que outros porque isso depende de uma doença, depende de um acidente, mas isso não foi estabelecido por ninguém. Agora nós temos a pandemia do coronavírus. É uma situação relacionada a ciência. É uma patologia. As pessoas estão morrendo; sobretudo as pessoas mais velhas, pessoas com comorbidades, pessoas que têm problemas no coração, diabéticos e outros.

2. A velhice  saudável tem relação com o peso da consciência. Se você é uma pessoa boa, se você é uma pessoa trabalhadora, se você é uma pessoa honesta, que só faz o bem, que ajuda o próximo... pratica aquele ditado "deitei, botei minha cabeça no travesseiro com a consciência tranquila". Isso é sensacional e ajuda a entender o envelhecimento e a morte. 

3. Se você estiver doente, meu amigo ou minha amiga, procure um médico. Eu vejo muitas pessoas falarem que é uma força divinatória que tá no comando e você vai se salvar. Rezar é bom, é ótimo. Orar vale a pena, fazer preces é fantástico. Cuidar da espiritualidade. Mas o caminho é a medicina, procurar o médico que é o médico que pode te ajudar. É o hospital que pode resolver seu caso.

4. Prolongar a vida é essencial. Como é que você prolonga a vida? Alimentação saudável, evitar excessos, não injerir bebida alcoólica com muita intensidade, ter uma vida moderada, fazer exercícios físicos e mentais (a meditação) e ter o acompanhamento médico. Na idade média as pessoas viviam 40 a 50 anos. No Nordeste brasileiro, na década de 1950, a idade média era essa. Hoje, no Brasil, a expectatiova de vida para os homens é de 73 anos e para as mulheres 80 anos. Há uma quantidade enorme de pessoas vivendo bem com 100 anos no Japão e em outros países. 

5. Organize a sua morte. Tem muita gente fazendo isso. Há cemitérios, hoje, que são chamados jardins, bosques ... Jardim Acásia, Jardim da Saudade, Bosque das Margaridas etc... que você pode comprar um espaço e estabelecer o que deseja. Se você quer ser sepultado ou se você quer ser cremado. Esse é ponto importante porque você resolve um problema para não deixar para sua família. Há também, não no Brasil ainda, clínicas para pessoas que já estão no final de vida e não têm mais solução e que praticam a eutanásia.