Turismo

A CORRIDA DE TOUROS DE PAMPLONA QUE ENCANTA O MUNDO DESDE SECULO XIV

Se assemelha bastante a uma festividade carnavalesca com bandinhas tocando em vários locais da cidade e desfile de "fermines" (foliões) cm vestes brancas e os detalhes em vermelho panuelo no pescoço
Tasso Franco , Salvador | 11/07/2026 às 16:57
Uma festa também da música, da dança e da paquera internacional
Foto: BJÁ
 Pamplona, na Espamha, se veste de branco e vermelho para celebrar as corridas de touros nas ruas centrais da capital de Navarra (em especial na Calle Estafeta) e em sentido mais amplo o Festival San Fermin, que vai de 6 a 14 de julho. 

   Hoje, estive participando dessa manifestação da cultura espanhola e mundial e pude perceber a grandiosidade da festa - a religiosa e a lúdica com múltiplos eventos desde concerto (música clássica) a atividades para crianças, a tradicional corrida de touros, o desfile dos grupos (bandas de sopro) que vão à Praça dos Toros (a grande Arena), desfile de cavaleiros e mulitas, queima de fogos de artificio, uma celebração internacional cujo rei é o boi (touro).

   Sem o touro quer correndo pelas ruas (todo dia tem encierro às 8 horas) da cidade é reverenciado na Praça de Los Toros, há touradas com vaquitas, e a imagem desse animal tão querido na Espanha está à venda em toda à parte nas camisetas, bonés, canecas - centenas de diferentes objetos de souverines - em pinturas e nos cardápoios - nos assadores da cidade.

 Diria que a festa é um Carnaval de rua sem mascarados e sem violência, com dezenas de bandinhas que representam grupos, artistas de rua, mariaches mexicanos, percurssionistas da África e do Caribe, uma quantidade imensa de ambulantes africanos, peruanos, colombianos, etc, vendendo boinas e panuelos vermelhos, chapéus, camisas de times de futebol tênis, bolsas, etc, fabricados na Chine e no Vietnã, e uma bebedeira que dá trabalho aos médicos de pantão tal a quantidade de bebuns (homens e mulheres), É impressionante: bebe-se a gosto, a muito gosto. 

   A festa (fora as corridas dos touros, o desfile dos cavalos e das cabeçudas - bonecos gigantes e a parte religiosa - é uma azaração, um Carnaval onde vale dançar, beijas, requebrar à vontade. E beber muito vinho (em especial) cerveja e aperitivos mais quentes a base de gim.

   Na praça dos Toros (na Arena) não vende bebidas alcoólicas mas os grupos (as torcidas organizadas) e os normais levam bebidas em sacolas, baldes, carrinhos, nas mãos, como podem. E come-se de tudo nos bares e restaurantes da cidade desde aa tortillas as chuletas. Gostei demais da festa e vou fazer outras matérias, embora só tenha passado um dia (o sábado) em Pamplona.  

   MUITO ANTIGA

  O festival de San Fermín originou-se de três celebrações independentes: Celebrações religiosas em honra a São Firmino, que remontam a antes do século XII; duas feiras comerciais, que remontam ao século XIV; três Corridas de touros, que remontam ao século XIV.

   Todos esses eventos ocorriam originalmente em outubro, mas, devido ao mau tempo, decidiu-se em 1591 transferir a festa do santo padroeiro para o dia 7 de julho.

   O festival alcançou sua maior popularidade no século XX graças ao romance The Sun Also Rises (publicado como Fiesta), escrito por Ernest Hemingway, em 1926, que incentivou pessoas de todo o mundo ocidental a participar das festividades.

  A Festa de San Fermín é uma das celebrações mais famosas do mundo, embora haja uma predominância de espanhois, creio, em 80%. Todos os anos, de 6 a 14 de julho, Pamplona se transforma em um centro de tradição, cultura e diversão. Milhares de pessoas chegam de todos os cantos do globo para vivenciar os Sanfermines — um evento renomado não apenas pela corrida de touros, mas também por sua atmosfera festiva, gastronomia e rico patrimônio cultural.

O evento é classificado como Festa de Interesse Turístico Internacional e reconhecido como uma das celebrações espanholas de maior renome mundial. São Firmino não é um santo cultuado na Bahia. (TF)