Os humanos estão perdendo a cada dia mais espaços para as máquinas
Tasso Franco , da redação em Salvador |
27/06/2026 às 10:21
As máquinas por todos os lados
Foto: BJÁ
É a cada dia maior e mais intensa a informatização dos serviços na Europa - no Brasil também, porém ainda em menor escala - em todos os locais que se anda. Em Bilbao, país Vasco (Basco), Espanha, as redes de supermercados intensificam essa informatização e num imenso mercado que fomos (o Eroski, o maior da comunidade de Biscaia) vê-se pouquissimos funcionários e maquinas e computadores em todos os locais, desde pesar frutas (como se vê na foto) a pagar suas compras finais sem precissar passar nos caixas (humanos).
Eles ainda existem, mas, são a cada dia menos. Antes se tinha dois ou três caixas eletrônicos e dezenas de humanos e agora está meio a meio e a tendência é dos humanos desaparecerem. As lojas estão vendendo os produtos em latas, caixas, embalagens, tudo já empacotado (desde carnes a frutas, legumes, embutidos, etc) o que facilita a vida de quem compra e evita ter funcionários. A loja Eroski que fui com centenas de clientes e apenas 3 caixas humanos e praticamente sem servidores nas proximidades das gondolas. Ou seja, tudo funciona na base da computação.
Um exemplo: a pessoa compra quatro figos (vide foto) põe num saco plástico e na gôndola do figo tem um número (produto número 2). Ai v põe o que comprou na balança eletrônica e tecla o número 2 na tela e o preço é impresso imediatamente. Pronto: v coloca o preço no produto que comprou e bye-bye.
O custo de vida na Espanha (País Basco) é mais alto do que Salvador, claro, mas também se ganha em euros. Pode parecer absurdo que um quilo de chueleta custa R$180,00 e isso é caro também por acá. E pouca gente compra. Há evidente outros tipos de carnes, embuitos, frangos, etc, bem mais em conta. Não dá para ficar fazendo comparativos. Vale destacar que a qualidade dos produtos por acá são bem melhores, tanto nas frutas, legumes, embutidos.
Algumas frutas - as europeias - vinhos, queijos, camarões são mais baratos do que em Salvador,. Um vino dom Faustino IV que na Bahia custa R$150,00 a R$170,00 aqui se compra por R$30,00. E até a cerveja em lata e ovos que antes aqui eram mais caros têm preços iguais aos de Salvador, entre R$1.80 a R$18,00.
O que assusta mesmo é a computação e a robótica. Ontem, também, estive num bar tipo cassino esportivo temático imenso que tinha apenas dois funcionários, Tudo o mais, opera nas máquinas. As roletas (sem grupiês). Isso é o que mais assusta por acá. A Espanha tem, por posto, 700.000 imigrantes venezuelanos e 80.000 trabalham (em Canárias) na industria auxiliar do turismo. E esses empregos estão sendo informatizados. (TF)