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MAIS APERTO: EUA passam a usar informações do Facebook para visto

Vão investigar vida do cidadão há 5 anos no Face
Da Redação/BBC , Salvador | 06/06/2017 às 11:05
Mais dificil entrar nos EUA
Foto: BBC
A partir de hoje, se você quiser viajar aos Estados Unidos é possível que as autoridades peçam seu nome de usuário no Facebook junto à sua solicitação de visto

O questionário, parte de um esforço para intensificar o controle e escrutínio de quem entra nos EUA, inclui perguntas sobre o perfil do solicitante no Facebook, Twitter e outras redes sociais e seu histórico no uso destas redes nos últimos cinco anos.

Segundo os novos procedimentos, os funcionários consulares estão autorizados a pedir endereço de e-mail, todos os números dos passaportes anteriores, números de telefone e até 15 anos de informação biográfica, incluindo empregos e destinos ou outros detalhes de viagens realizadas durante esse período.

Todos esses dados poderão se solicitados quando "um controle mais rigoroso em relação à segurança nacional for necessário", disse um funcionário do Departamento de Estado à agência de notícias Reuters.

Os críticos a esse sistema dizem que os processos de concessão de visto serão muito mais longos e pouco eficientes, já que as autoridades terão de reunir dados pessoais que muitas vezes acabam sendo irrelevantes.

Isso poderia render atrasos consideráveis e desmotivar profissionais qualificados e estudantes a tentar entrar no país. "Tememos que, com essas medidas, estudantes internacionais, acadêmicos e cientistas desistam de vir aos Estados Unidos", escreveu um grupo formado por 50 instituições educativas do país em uma carta ao Departamento de Estado.

"Se as pessoas tiverem a impressão de que será complicado conseguir um visto, elas não vão querer vir", disse ao jornal FirstPost Andrea Pietrzyk, conselheira de estudantes internacionais da Faculdade de Lewis-Clarck State College em Lewiston, Idaho.

O trâmite de visto para um turista pode levar entre semanas e meses; para autorização de trabalho, o tempo de espera pode durar anos.

Babak Yousefzadeh, jurista com base em San Francisco e presidente do Colégio de Advogados Iraquianos-americanos (IABA, na sigla em inglês), disse à agência de notícias Reuters que as novas perguntas darão um "poder arbitrário" aos EUA para escolher quem consegue ou não o visto