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ABAP defende expansão da venda espaços públicos com marcas de empresas

ABAP comemorou a venda de espaços da Arena Fonte Nova com uma cervejaria
Waldomiro Júnior , Salvador | 04/04/2013 às 13:52
Renato Tourinho, da Abap
Foto: DIV
  O maior contrato "naming rights" do esporte brasileiro, firmado pela Arena Fonte Nova
com uma cerejaria foi comemorado pelo setor publicitário baiano. O presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade-Bahia (Abap-BA), Renato Tourinho acredita que outros segmentos, como o da cultura, também vão despertar o interesse de grandes marcas, como estratégia para se firmar no Estado e, por extensão, no Nordeste.
 
“É um marco, não apenas para o setor publicitário, mas para o conjunto da economia baiana, uma demonstração da força atrativa da Bahia para as grandes marcas e a nossa reafirmação como um dos mercados de maior potencial de crescimento do país”, avalia o presidente da Abap-BA.
 
Renato Tourinho lembrou que namig rights – é quando marcas denominam estabelecimentos esportivos,  culturais ou públicos – é uma tendência mundial  na disputa por grandes mercados. Na Europa e Estados Unidos, a estratégia é utilizada há  20 anos. Em cidades americanas, como Boston e Nova York, até equipamentos públicos, como terminais de ônibus e estações de metrô ganharam nomes de marcas famosas.
 
No Brasil, o naming rights se firmou no Rio e São Paulo, com bancos, operadoras de cartão de crédito, concessionárias de telefonia e também empresas de bebidas, denominando casas de show. Tourinho ressalta que outros estádios que estão sendo construídos para a Copa de 2014, também vão seguir o exemplo da Fonte Nova e estão negocioando grandes marcas associadas aos seus nomes.
 
 - A Petrobrás negocia com a Arena Corinthians, o Grêmio com uma rede de fast food e o Internacional com uma marca inglesa. A Bahia saiu na frente nessa disputa e isso deve ser comemorado como uma grande vitória – afirma o presidente da Abap-BA.
 
Renato Tourinho considera que o contrato assinado pela Arena Fonte Nova é resultado de um esforço dos setores empresariais, do setor publico, do mercado publicitário e da mídia baiana, “que com competência estão despertando para o país  o potencial do mercado baiano”. Como exemplo ele citou o evento Nordeste, a Bola da Vez, realizado em 2011, que reuniu em Salvador grandes nomes da publicidade do empresariado nacional, para uma discussão sobre as potencialidades do mercado da região.
 
“Estamos colhendo os resultados de um trabalho que valorizou a Bahia e que vai ser importante para gerar emprego, renda e lazer para os baianos”,afirmou