As guerras sempre foram potentes motores de desenvolvimento de tecnologias — e não estamos falando apenas na vertente bélica, com a produção de armas cada vez mais precisas e potentes. Áreas como a comunicação, a geolocalização e a de monitoramento tiveram grandes avanços graças a conflitos históricos.
Você pode não saber, mas muitos dos aparelhos eletrônicos, utensílios de cozinha e até tipos de alimentos que fazem parte do nosso dia a dia, como forno micro-ondas, aparelho GPS, computador, panela de teflon, margarina e leite condensado, são legados de pesquisas militares.
E como você deve imaginar, os centros de desenvolvimento dos exércitos de todo o mundo não param de pensar em formas de aprimorar o desempenho e a proteção de seus soldados. Nós fomos atrás do que está sendo criado para ser incorporado à rotina dos combatentes e elaboramos este infográfico. Agora você confere mais detalhes de cada uma dessas tecnologias.
Atualmente, o rosto dos soldados é uma região que fica muito exposta. Para tentar corrigir isso, o exército dos EUA desenvolveu uma espécie de armadura facial chamada Predator Facial Armor. O dispositivo consiste em um capacete de alta resistência com proteções especiais para a mandíbula, olhos, nariz e boca.
(Fonte da imagem: Reprodução/Blanddesign)
Mais do que apenas proteger o rosto dos militares e amenizar impactos, esse equipamento possui recursos tecnológicos para informá-los durante as missões, incluindo um radar de 360 graus capaz de indicar alvos móveis e uma tela para exibir informações úteis, como mapas, posicionamento de companheiros e possíveis integrações computadorizadas com armas.
A DARPA, famosa agência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criou um capacete dotado de sensores que medem a atividade das ondas P-300 do cérebro, as quais são uma forma de resposta do nosso organismo para estímulos muito sensíveis e inconscientes. O sistema ainda conta com uma câmera externa e móvel de 120 megapixels que envia 10 imagens por segundo para a pessoa que está usando o capacete, permitindo o monitoramento de outros locais.
Mesmo que o soldado não perceba uma ameaça imediatamente, o seu cérebro aumenta a frequência das ondas P-300, que são detectadas pelo capacete, e o militar é avisado para prestar maior atenção em determinado ponto da transmissão de vídeo.