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Crianças de várias etnias conduziram a bandeira da China, com destaque à escola (Foto/AP)
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Maior cobertura jornalística de todos os tempos.
A exposição na mídia mundial a partir da China, Pequim como base, será a maior da era contemporânea, quer porque os Jogos Olimpícos são um atrativo natural e o maior evento esportivo do globo; quer porque o modelo comunista chinês atrai a atenção dos povos por mesclar autoritarismo com abertura e progresso.
Estima-se que 4 bilhões de pessoas estão ligados na telinha e na internet (além de outros meios de comunicação) nas Olimpíadas de Pequim. A abertura dos Jogos de Pequim representa a maior audiência da história da televisão. Foram 90 mil pessoas no Ninho do Pássaro e mais de 15 mil figurantes no gramado do estádio.
A programação foi perfeita. Mas, chamaram a atenção três detalhes interessantes. O primeiro deles foi o fato da organização ter colocada uma sala de aula no cenário, o que representa a educação, o futuro das crianças. O segundo aspecto foi o vôo do pássaro interpretado por uma criança presa em cabos de aço, dando a sensação de liberdade, o que contrasta com o regime comunista.
E o terceiro aspecto foi o destaque dado ao programa espacial chinês, com a exibição de um astronauta também levitando em cabo de aço, revelando que a China está na corrida e não vai deixar os Estados Unidos e a Rússia sozinhos na parada.
Com música, luzes e história, a China mostrou ao mundo sua face moderna, apesar das denúncias de repressão no Tibet e controle do estado sobre os meios de comunicação, inclusive a internet. A festa teve a direção de Zhang Yimou, de filmes como "Lanternas Vermelhas", com orçamento estimado em R$ 160 milhões
Foram três anos de trabalho, muita organização e investimentos. A China, portanto, passou a mensagem que deseja na abertura dos jogos. Impressionou a todos, aliando a tradição com o novo, sem pieguices.