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FLOR DE MANDACARU E GERALDO AZEVEDO LEVAM ANIMAÇÃO AO PELOURINHO

Até dia 24 de junho
Tasso Franco , da redação em Salvador | 22/06/2026 às 09:29
FLOR DE mANDACARU
Foto: Equipe Fred Pontes

O terceiro dia de São João da Bahia no Pelourinho foi marcado por casa cheia e um público animado, que cantou e dançou do início ao fim das apresentações. No Largo do Pelourinho, a programação reuniu grandes nomes da música nordestina e reforçou o clima de celebração. A banda Fulô de Mandacaru abriu a sequência de shows com um repertório de forró, xote e xaxado, colocando o público para dançar logo nas primeiras horas da noite. Na sequência, o pernambucano Luan Estilizado apresentou sucessos da carreira..

Um dos momentos mais simbólicos do domingo ficou por conta de Geraldo Azevedo. Dono de uma trajetória consagrada, o artista emocionou o público ao interpretar canções como "Dona da Minha Cabeça", "Dia Branco", "Moça Bonita", entre outras que atravessam gerações. A apresentação, marcada pela sensibilidade do artista, foi a responsável por fechar o acesso ao Largo, que ficou completamente tomado pelo público.

Representando a tradição do forró pé de serra, Cicinho de Assis levou ao palco seu acordeon e um repertório em homenagem à cultura popular. Quem encerrou a programação foi Kally Fonseca, que colocou todos para dançar com sucessos do forró eletrônico.

No Largo da Tieta, o domingo reuniu quadrilhas e shows numa programação que foi da tarde à madrugada. Antes dos shows, o público acompanhou as apresentações das quadrilhas Poeira do Sertão, Balão Junino, Junina Ceaf, Fuzuê Junino Asa Branca, Junina Esfarrapado e Girassol Baixo Sul, com coreografias e figurinos que tomaram o espaço. Dan Valente abriu a sequência musical, seguido por Julia Viana - a dama da seresta, que arrancou aplausos do público. A quadrilha Cidade da Fé voltou ao espaço entre os shows, integrando dança e música ao longo da noite. João Almeida e Márcia Short seguiram a grade, com Luana Mattos e a dupla Mari e Rayane dando continuidade à programação. O cantor JOW fechou a noite.

Na Praça Quincas Berro D'Água, o terceiro dia manteve o público animado do início ao fim. Danniel Vieira foi o primeiro a se apresentar, com seu "sertanejo com cara da Bahia". Ele interagiu, distribuiu pirulitos para as crianças, acendeu as lanternas dos celulares e fez uma multidão avançar para a frente do palco. O grupo sergipano Bagagem Arrumada fez sua estreia em Salvador com um show onde ninguém ficou parado. A cantora Lys veio na sequência, com personalidade e um repertório que transitou entre o forró e o arrocha. A banda A Patroa, com mais de 10 anos de carreira, entregou um show de forró eletrônico e romântico com dançarinos e coreografias que prenderam a atenção. Forró Cueca Branca, WS Vaqueiro e Tays Reis fecharam a noite.

No Terreiro de Jesus, o forró pé de serra deu o tom nos dois palcos. Na Sala de Reboco, a Orquestra Compassos abriu com clássicos como "Esperando na Janela", "Festa do Interior" e "Me Usa", colocando casais para dançar desde o início. A programação seguiu com Forrozão do Capitão, Zé Tramela, Val Macambira, Dudu Francis, Banda Pisa Macio e As Nandas. No Coreto, Gui Vieira abriu com arrocha, e a noite seguiu com Janio Santana, Gabi Moraes, 3+1 Matutu, Somos Cinco, Maria Odete e Madina, que fechou o palco.

Na Praça das Artes, o domingo foi de nostalgia e muita animação. Paulinho Boca de Cantor esquentou o clima junino fazendo o público formar quadrilha e arrasta-pé ao interpretar canções dos Novos Baianos em formato de forró, com destaque para "Preta, Preta". Sarajane veio na sequência e reviveu com o público clássicos como "A Roda", "Vem Morena", "Anunciação" e "Você Endoideceu Meu Coração". Breno Casagrande trouxe uma pitada de afoxé ao palco com "Coração de Bola", "Várias Queixas" e "Deixa Eu Te Beijar". A noite teve ainda Cangaia de Jegue, Teninson Del Rey, Chocolate Batidão e Tayná Agazzi.

Na Praça Tereza Batista, forró tradicional, arrocha e romantismo. Forró do Tico abriu com clássicos como “Anunciação”, “É Proibido Cochilar” e “Eu Só Quero um Xodó”, celebrando as raízes nordestinas. A Negra Cor, comandada por Adelmo Casé, fez releituras de Luiz Gonzaga, Fagner e Gilberto Gil, com direito a uma participação especial de Bento, filho de Adelmo, de apenas dois anos, no palco. Lucas Tibério veio na sequência, com autorais como “Bipolar” e “Inveja do Seu Namorado”, além de uma versão em arrocha de “Chorando Se Foi”. O Forró E Eu Ligo exaltou a tradição junina com clássicos do Mastruz com Leite e Luiz Gonzaga, encerrando com “Chupa Que É de Uva” e levando o público ao delírio. Igor Serravalle animou a praça com muita interação e até uma quadrilha improvisada. A Kit Love trouxe o arrocha romântico com destaque para o hit viral “Sina de Ofélia”. O Trio Forrozão, com mais de 35 anos de estrada, fechou a noite no clima de arrasta-pé puro.

As ruas do Pelourinho também foram tomadas por atrações itinerantes neste domingo. Anderson do Samba, Paulo Humildes, Mariah Licce, Rala Fivela, Juliano Nunes, Cacau com Laranja, Tony Azevedo, Forrozão da Saia Curta, Banda Forró Xotear e Bando Velho Chico percorreram diferentes pontos do Pelourinho, reforçando a diversidade musical da festa. Os grupos de samba junino Arrastão do Lobo Mau, Samba da Ladeira, Samba Tamborete e Jorge Fogueirão completaram a programação com ainda mais ritmo e interação pelas ruas.