Shows

CAMAROTES na Sapucaí, Rio: Termina fase da boca livre. Agora, pagos.

Durante o Carnaval
Nara Franco , Rio | 02/02/2018 às 22:11
Fase da Brahma acabou
Foto:
  Muita coisa mudou no carnaval do Rio desde os anos 90, quando dias antes da festa, revistas de fofocas brigavam para saber qual seria a celebridade internacional do Camarote da Brahma. Muitos anos depois, apenas a Itaipava resiste no Sambódromo. A maioria dos camarotes hoje é pago. Chega ao fim a Era da Boca Livre na Sapucaí. 

Um exemplo é o Nosso Camarote, espaço localizado em uma área nobre no setor 10, em frente ao segundo recuo da bateria e logo abaixo da última cabine dos jurados. Nos intervalos, o local ferverá com shows de Ludmilla e Preta Gil. Os ingressos saem pela bagatela entre R$ 800 e R$ 1.950, dependendo do dia. 

Ao todo são dez empreendimentos semelhantes já com espaço reservado no Sambódromo, com entradas que podem chegar a R$ 5.990. Só a casa noturna curitibana Wood’s, especializada em sertanejo, investiu em um camarote com capacidade de receber 800 pessoas por noite. Foram investidos R$ 4 milhões e, é claro, entre uma escola e outra, muito shows sertanejos. 

Outra novidade é o Camarote Rio Exxperience, no setor 7, aberto ao público pela primeira vez. Antes, os ingressos eram vendidos apenas a empresas. Entre as atrações do Exxperience estão o sambista Pretinho da Serrinha. 

O modelo de um único patrocinador pagando todas as contas ficou no passado e o estilo camarote-business ainda se adequa ao perfil da festa. Enquanto pioneiros seguem a trilha do lucro, os recém-chegados buscam o equilíbrio entre custo e  receita. No final das contas, a festa vai ficando cada vez mais distante de quem gosta e curte os desfiles. O Sambódromo é caro e não oferece infraestrutura. Os camarotes são puro luxo a preços mais inacessíveis ainda. 

Corra para rua, folião!