Cerca de 900 crianças e adolescentes, que integram o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), vivem momentos de descontração, integração e lazer. Elas participam da Colônia de férias, elaborada pela Coordenação Pedagógica do programa. As atividades foram iniciadas desde o dia 3 de janeiro e prosseguem até o inicio de fevereiro, quando começa o ano letivo.
Durante o período de férias os alunos participam, em cada um dos núcleos onde funciona o programa, dos mais variados tipos de jogos e competições, recreação, dinâmica de grupo, passeios e visitas a outras unidades, assistem a filmes educativos e aprendem boas maneiras. Além das atividades recreativas, os participantes também recebem lanche e almoço. A programação diária começa às 8 horas da manhã e se estendem até o meio dia, de segunda a sexta-feira.
Entre as principais brincadeiras e atividades está o concurso de pipas, confeccionadas na própria sala de aula e com o uso de material reciclado; o concurso de bolinha de gude, jogos de cone, gruda aranha, dança do jornal, baleado, futebol e amarelinha.
Para Micaela Fontes Santos, de 10 anos, participar da colônia de férias "é bem melhor do que ficar em casa sem fazer nada". Ela diz que entre tantas atividades, a sua preferida é pular corda e elástico.
Já Indiara Gomes, de 11 anos prefere a pintura. "Posso desenhar e pintar, o que mais gosto". Jeferson Silva, 8 anos, gosta mesmo é de jogar futebol. Ele diz ainda que gosta muito do Peti porque aprendeu a ler e tem muitos amiguinhos para brincar.
O Peti foi implantado em Itabuna desde 2005 e atende hoje 930 crianças e adolescentes, com idades entre sete e 15 anos. O programa é do Governo Federal e desenvolvido no município pela Prefeitura e tem dentro outros objetivos, o serviço de proteção social de forma diferenciada e com ação continuada.
Crianças que brincam
Segundo a diretora de Proteção Social Especial, Moema Simões, o programa compreende três eixos de atuação: a transferência de renda para as famílias, os serviços sócio-educativos para as crianças e adolescentes retiradas do trabalho, no contra turno da escola regular e o trabalho realizado junto às famílias.
Cada família cadastrada no programa recebe uma bolsa no valor de R$ 25,00 para cada filho retirado do trabalho e o tempo de permanência é de no máximo quatro anos. Não há um limite de bolsa para uma família. A única exigência é que a criança seja cadastrada e freqüente a escola regular e a jornada ampliada.
A coordenadora pedagógica do Peti, Maria D´Ajuda Cavalcante Lucas informou que são disponibilizadas, em 10 bairros periféricos onde estão instalados os núcleos, atividades que contribuem para o processo de aprendizagem, de forma a complementar o desenvolvimento educativo e sócio-cultural de crianças e adolescentes retirados da situação de trabalho.
"A freqüência nessas atividades é a condicionalidade obrigatória para a permanência no programa e deve ser cumprida por todas as famílias, inclusive aquelas incorporadas ao Bolsa Família".