SESAB fez contrato de R$29 milhões para contratar médicos
No Hospital Geral Roberto Santos a crise no atendimento aos pacientes continua. Médicos plantonistas do Pronto Atendimento Feminino, Pronto Atendimento Masculino e da Reanimação não apareceram para trabalhar neste domingo, 9.
A paciente Nair Clara dos Santos teve seu estado agravado no ínicio desta manhã e uma enfermeira de pré-nome Rita teve que se virar sozinha, pois a unidade estava sem médicos. Até o início desta tarde a situação perdurava sem nenhum paciente ser prescrito, inclusive na reanimação onde ficam os pacientes mais graves.
Os médicos que apareceram para trabalhar estão priorizando o atendimento nos corredores e no ambulatório. A insatisfação dos profissionais é grande e já ameaçam abandonar outros plantões, situação que tem se repetido em todos finais de semana.
A SESAB até o momento não conseguiu resolver definitivamente a crise criada com o afastamento da COOPAMED, a contratação de médicos já foi feita por REDA, por terceirização e até quarteirização com a contratação de cooperativas suspeitas, a exemplo de uma tal COOPERMERCADO que não possui sequer um médico como sócio e tem sua sede em uma rua no subúrbio da cidade de Candeias.
Agora a SESAB contratou por seis meses a Fundação José Silveira por R$29 milhões, em contrato emergencial (seis meses), na tentativa de garantir a presença de médicos nos hospitais.
Segundo o deputado Gildásio Penedo, líder do bloco da minoria, o contrato é polêmico pela falta de processo licitatório e por não se justificar nenhuma emergência pois a situação atual perdura desde fevereiro quando decidiu-se afastar a primeira cooperativa.
O bloco da oposição entrou com uma representação junto ao Ministério Público solicitando explicações sobre o contrato, entendendo que há sinais de improbidade administrativa. A SESAB informa que o contrato é legal e tem o respaldo de promotor do MP.
Na próxima semana, esse assunto volta ao debate na Assembléia Legislativa.