Vítima de anorexia nervosa, a adolescente fazia tratamento em um centro de saúde há três meses. Ela foi internada depois de uma determinação da Justiça, que acatou um pedido da equipe médica responsável pelo tratamento. "Chegou ao ponto de ela ter complicações clínicas graves, que poderiam levar a óbito.
Então, entramos em contato com a Vara da Infância e da Juventude e pedimos à Justiça que nos ajudasse", justificou a coordenadora do centro, Ribevânia Cunha.
A garota começou o tratamento com 39 quilos e, mesmo com o acompanhamento médico, chegou a perder mais quatro quilos. Há 15 dias, ela estava se alimentando em casa através de sondas.
Os pais não concordaram com a internação. A mãe da menina disse estar revoltada com a forma como a filha foi retirada de casa. "Eu estava esperando a carteira do convênio (médico) chegar", disse a mãe.
O juiz responsável pelo caso disse que não houve abuso no procedimento da Justiça e que, diante da avaliação médica, a alternativa era encaminhar a menina para internação.
"Foi cumprido um mandado em nome dos princípios da vida e da saúde que deve-se assegurar à criança e ao adolescente, colocando-os a salvo de qualquer situação de risco", afirmou o juiz Valter Ribeiro Júnior.