Salvador

SEPULTADO NO JARDIM DA SAUDADE CORPO DO JORNALISTA CARLOS LIBÓRIO, 85

Cerimônia acontece na manhã deste domingo, em Salvador
Tasso Franco , da redação em Salvador | 21/12/2025 às 13:16
Sepultamento de Carlos Libório
Foto: BJÁ
  Foi sepultado neste domingo no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, o jornalista Carlos Elysio de Souza Libório, aos 85 anos, com a presença da viúva Nely Libório, os filhos Leonardo e Mariana, parentes e amigos. O jornalista Nestor Mendes Júnior, após a missa de corpo presente na capela A, destacou em palavras a trajetória brilhante de Libório, sua gratidão e amizade com ele.

   Também usou da palavra o ex-governador Paulo Souto, amigo de Libório e contemporâneo de jornadas esportivas, o qual disse que a Bahia perdia um grande profissional de imprensa. Também presente ao sepultamento os ex-senadores Antônio Carlos Magalhães Jr e Waldeck Ornelas, a velha guarda do jornalismo da TV Bahia – Ana Valéria, Cristina Barude, Casimiro Neto e outros; radialistas como San Martin e Cristovão Rodrigues, o ex-deputado Benito Gama, o músico Edil Pacheco e profissionais de imprensa de outros veículos e o diretor da FACOM< UFBA, profissor Washington da Silva Filho.

   Carlos Libório nasceu em 8 de fevereiro de 1940 em Ilhéus, no Sul da Bahia, e se mudou para Salvador ainda na infância, aos 11 anos. Formado em Direito, iniciou a trajetória no jornalismo cobrindo esportes, uma de suas paixões, e teve papel decisivo na história do futebol baiano ao criar a sigla "Ba-Vi", maior clássico do estado, entre Bahia e Vitória.

  O termo surgiu durante o fechamento de uma edição do extinto Jornal da Bahia, quando era preciso criar um título curto para a manchete. O jornalista se inspirou em clássicos como Fla-Flu e Gre-Nal e criou o "Ba-Vi". "Alguns cronistas achavam que devia ser ‘Vi-Ba’, porque o Vitória é mais antigo, mas ‘Ba-Vi’ é mais sonoro, mais curto, mais direto", contou Libório em entrevista à Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em 2022.

  Libório construiu uma carreira sólida no jornalismo impresso, no rádio e na televisão. Fez parte da primeira equipe da revista Placar, nos anos 1970, trabalhou na Veja, na Rádio Cruzeiro, no Jornal da Bahia e na TV Itapoan, onde atuou como editor e redator do programa Repórter Esso. Nos anos 1980, assumiu a Secretaria de Comunicação do Estado.