APLB defende direito dos professores e prejudica o alunado
APLB e Redação , Salvador |
03/03/2016 às 10:07
Professores se reuniram numa área do Estádio de Pituaçu
Foto: APLB
Com uma expressiva presença dos profissionais da educação da rede municipal na assembleia realizada no Estádio Pituaçu, na tarde desta quarta-feira, foi aprovada pela maioria dos presentes greve geral, em função da não universalização da reserva da jornada de trabalho. O retorno às aulas só ocorrerá quando a reivindicação for atendida.
Sem dúvida, a SMED já deveria ter concedido esse direito de forma integralizada aos professores desde o ano passado, como prevê as legislações federal (Lei 11.738/) e municipal (Lei 8722/2014), entretanto a não universalização criou uma situação de desigualdade na rede, já que a isonomia de direitos entre os professores não está sendo respeitada.
A APLB-Sindicato tem cobrado sistematicamente da SMED o cumprimento integral da Lei chamando, inclusive, a atenção para o inicio do ano letivo 2016. Promessas em cumprir com o compromisso de encaminhar professores para as escolas ainda no inicio do ano letivo foram feitas por parte da SMED, que se comprometeu em cumprir até o dia 10 de março, tendo sido rejeitada pela categoria.
O secretário da Educação do Município diz que a Prefeitura já atendeu em 82% da rede todas as exigências.
AGENDA DE LUTAS JÁ CONSTA AS SEGUINTES ATIVIDADES:
Nesta quinta-feira, dia 03 de março, às 14h30, haverá uma reunião no Ministério Público, com a direção da APLB-Sindicato, a SMED e a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, que terá como pontos de discussão a reserva da jornada de trabalho e a EJA.
Reunião de representantes de escola para discutir o movimento e os encaminhamentos;
Reunião com os professores de educação física, na terça-feira, à tarde, na APLB-Sindicato.
Participar das atividades do dia internacional da mulher, dia 08 de março.
Greve Nacional da Educação dias 15, 16 e 17 de março, com a seguinte agenda:
Dia 15 – Grande caminhada conjunta rede estadual e redes municipais
Dia 16 – Debate sobre a EJA
Dia 17 – Dia municipal de luta (as redes municipais deverão realizar suas atividades especificas)
Nova assembleia será convocada pela direção da APLB-Sindicato