Política

MACRON CONDENA VIOLÊNCIA; LE PEN ACUSA ESQUERDA PELA DESORDEM NO PAÍS

De acordo com analistas ouvidos pela imprensa, o cenário de distúrbios acirrou o debate a seis meses das eleições presidenciais, gerando forte polarização entre os dois lados políticos
Da Redação , Salvador | 18/10/2026 às 12:14
Plaece de La Republic isolada pela Police
Foto: AFP
  O presidente frances, Emmanuel Macron, fará um pronunciamento à Nação, hoje, 20 h (horário de Paris,). Ontem, 
condenou duramente a onda de violência e os distúrbios urbanos que atingiram o país. Ele declarou de forma enfática que "não há espaço para a violência em nossa República".

As manifestações de grande escala — que reúnem estudantes, sindicatos e membros do movimento dos "coletes amarelos" em protesto contra o alto custo de vida, combustíveis e a precarização da educação pública — resultaram em violentos confrontos com a polícia, saques a lojas e incêndios em prédios públicos (como as prefeituras de Limoges, Angers e Marselha).

As principais posições e declarações oficiais de Macron incluem:

• Punição rigorosa: Macron garantiu publicamente que todas as pessoas que atacaram, vandalizaram ou saquearam estabelecimentos comerciais e prefeituras serão "processadas e punidas".

• "Semeadores do caos": O presidente conclamou a nação a permanecer unida contra o que chamou de "semeadores do caos". Segundo ele, esses grupos radicais buscam apenas "derrubar instituições" e acabam por prejudicar os cidadãos que desejam expressar suas reivindicações de forma pacífica.

• Direito de manifestação vs. vandalismo: Em suas redes sociais e comunicados, ele ponderou que, embora manifestar-se seja um direito constitucional legítimo, ele deve vir acompanhado obrigatoriamente de respeito pelas pessoas e pelo patrimônio, sem espaço para "insultar nem quebrar".

• Apoio às forças de segurança: Macron expressou total solidariedade e apoio aos policiais e guardas nacionais, referindo-se a eles como os "garantes do direito de manifestar-se", defendendo sua atuação perante as críticas de repressão violenta.

O agravamento da crise no país, que já resultou em quase duas mil prisões em território nacional, forçou o governo a ativar uma célula interministerial de crise e motivou a convocação de um pronunciamento oficial em cadeia nacional de televisão por parte do presidente para abordar diretamente a situação com os cidadãos franceses.

MARINE LE PEN

A líder do partido de direita Reagrupamento Nacional (RN), Marine Le Pen, declarou que as "reivindicações sociais legítimas foram feitas reféns pela extrema-esquerda". Em suas redes sociais, ela culpou diretamente o líder da esquerda, Jean-Luc Mélenchon, e seus parlamentares por estimular e legitimar a violência que marcou as manifestações na França.

As principais declarações de Le Pen foram motivadas pelas marchas contra o alto custo de vida, que resultaram em confrontos generalizados, incêndios em prédios públicos e saques em diversas cidades francesas.

Os Principais Argumentos de Marine Le Pen

• Sequestro das Pautas: Segundo Le Pen, os manifestantes violentos "arruinaram" e "mancharam" os protestos que inicialmente tinham como foco a defesa do poder de compra e do custo de vida da população.
• Acusação Direta a Mélenchon: Ela criticou a retórica do partido França Insubmissa (LFI), afirmando que os discursos de seus deputados transformam a desordem em um direito e a ordem pública em opressão, o que busca precipitar o país no caos.
• Apoio às Forças de Segurança: Le Pen posicionou-se firmemente ao lado da polícia e condenou os atos de vandalismo que alvejaram as forças de ordem e o patrimônio municipal.

Resposta e Contexto Político

Em contrapartida, Jean-Luc Mélenchon defendeu que a maior parte dos protestos ocorreu de maneira pacífica e culpou a própria estratégia de repressão da polícia pela escalada dos confrontos.

De acordo com analistas ouvidos pela imprensa, o cenário de distúrbios acirrou o debate a seis meses das eleições presidenciais, gerando forte polarização entre os dois lados políticos. As declarações na íntegra e desdobramentos podem ser acompanhados por meio da cobertura especial do Euronews e da CNN.