O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) manifestou seu repúdio ao avanço do projeto Monte Alto, da australiana Brazilian Rare Earths (BRE), que pretende explorar terras raras no Vale do Jiquiriçá,
Da Redação , Salvador |
23/09/2026 às 18:19
O ponto do povo
Foto: BJÁ
MIUDINHAS GLOBAIS:
1, Ambulantes que pretendem trabalhar nas festas populares de Salvador contam, este ano, com mais um ponto presencial de cadastramento, localizado no Mercado de São Miguel, na Avenida José Joaquim Seabra, na Baixa dos Sapateiros. O local vai atender trabalhadores que têm dificuldade para realizar o procedimento, que também pode ser feito 100% online, ou que não têm acesso à internet.
2. O novo ponto funciona até o dia 21 de outubro, data limite para o cadastro, seja pela internet ou presencialmente. Até lá, os ambulantes podem realizar o procedimento das 8h às 17h, sem necessidade de agendamento e por ordem de chegada.
3. Para fazer o cadastro presencial, é necessário comparecer ao local com documentos como identidade, CPF e comprovante de residência. Também é preciso apresentar certificados de cursos de capacitação ou reciclagem relacionados à atividade exercida, já que esses documentos podem elevar a pontuação do trabalhador durante a análise para concessão da permissão de atuação nas festividades.
4. O cadastro não garante autorização imediata para trabalhar nas festas. Após a inscrição e a apresentação da documentação, os candidatos passam por uma etapa de habilitação, prevista para ocorrer entre 22 de outubro e 2 de novembro. A lista provisória de pontuação será publicada pela Prefeitura no dia 5 de novembro.
5. No mesmo período, serão divulgadas as informações para apresentação e análise de recursos dos candidatos que não forem habilitados. O resultado final dos classificados e do cadastro reserva será divulgado no dia 1º de dezembro.
6. Outros pontos - Segundo Alysson Carvalho, diretor de Serviços Públicos da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), a abertura de um novo ponto presencial no Mercado de São Miguel tem o objetivo de ampliar a oferta do serviço na região central da cidade. A medida também busca reduzir a demanda na Prefeitura-Bairro Centro/Brotas, localizada no Pelourinho, que concentra grande procura pelo atendimento.
7. “Dessa forma, temos a capacidade de oferecer um ponto a mais para melhorar as condições de atendimento, facilitar o acesso dos nossos ambulantes e criar um dinamismo a mais para aqueles que precisam ir até as Prefeituras-Bairro fazer seu cadastro e agora contam com mais um ponto, que é o Mercado São Miguel”, explicou o diretor.
8. Além do Mercado de São Miguel, o cadastramento também pode ser realizado presencialmente, com auxílio de atendentes, em outras Prefeituras-Bairro de Salvador. Pela internet, é possível realizar o cadastramento pelo Portal Festas Salvador.
9. Na semana em que é iniciada a primavera, a estação das flores, um lugar no Baixo Sul baiano, mais precisamente em Igrapiúna, se destaca pela grande diversidade da flora em uma área de conservação de 118 hectares de Mata Atlântica. É a Reserva Espinita, uma área de proteção ambiental estadual e que, neste ano, celebra 10 anos do reconhecimento como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema).
10. Considerado um instrumento na preservação da flora e da fauna local, que começou como fazenda cacaueira, seringueira e de cravo-da-índia e, atualmente, e se transformou em importante centro de pesquisa recebendo cerca de 130 visitantes por ano, incluindo professores, estudantes, pesquisadores e ecoturistas.
11. Dentro de uma área total de 150 hectares, sendo mais da metade de mata preservada, a Reserva Espinita possui 230 espécies de plantas nativas catalogadas, segundo levantamentos preliminares , incluindo as que dão flores, como Embiruçu, Juerana, Paratudo, Landirana, Oiti, Copaíba, Sapucaia, Jacarandá-da-baía, Bacupari e Muricis.
12. Já na fauna, é uma reserva com 228 espécies de aves, como beija-flores, sendo reconhecida como Important Bird and Biodiversity Area (IBA) pelo Programa Áreas Importantes para a Conservação de Aves, e 24 de mamíferos, a exemplo da Preguiça-de-Coleira e da Sussuarana, além dos fungos. Também há 16 nascentes que abastecem 3 rios e desaguam na Baía de Camamu.
13. O desejo de transformar a Reserva Espinita em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) começou na década de 90, quando a manutenção da mata preservada fez com que Antônio Maia, médico veterinário e gestor da Espinita, passasse a ter mais interesse sobre a ideia de conservação do espaço em um lugar de Mata Atlântica.
14. No início dos anos 2000, o aprendizado sobre o processo de transformação de área privada em uma unidade de conservação equivalente ao de um parque nacional foi relevante para tornar a Reserva em RPPN. No ano de 2016, o local foi reconhecido pelo Inema e passou a ser visitado por interessados nos estudos relacionados ao meio ambiente, a exemplo de estudantes de universidades públicas e privadas, como as Federal da Bahia (UFBA) e Estadual de Santa Cruz (UESC).
15. Dentro desse meio da pesquisa, a Espinita é referência para troca de conhecimentos, como pesquisas universitárias, que auxiliaram até para identificação de espécies. “Em uma área de Mata Atlântica, o trabalho de preservação realizados pelos pesquisadores é necessário para preservação e manutenção da floresta.
16. Pensando em ampliar o acesso à informação, lançamos um site oficial como uma nova ferramenta para troca de conhecimento, realizações de estudos e, principalmente, apresentar nossa história”, ressalta Antônio Maia, concluindo que o site também inclui o Guardiões de Espinita, novo programa da Reserva criado com o propósito de aproximar os interessados em estudar a Mata Atlântica.
17. Para dar continuidade ao trabalho da Reserva Espinita, o programa Guardiões de Espinita foi desenvolvido para formar parcerias e também arrecadar doações para a manutenção e expansão do espaço. O apoio pode ser financeiro, em materiais, equipamentos ou em serviços, e pode ser utilizado de forma integral como cashback na contratação de produtos da Reserva Espinita. Mais informações sobre como se tornar um guardião, benefícios, projetos em curso, transparência, galeria de guardiões estão disponíveis no portal
18. Moradores de Águas Claras recebem, nesta quinta (24) e sexta-feira (25), o projeto Neoenergia em Ação. O mutirão de serviços será realizado em frente à Igreja Nossa Senhora das Graças, das 9h às 16h, reunindo atendimentos da Neoenergia Coelba, da Prefeitura de Salvador e da Embasa. O Ministério Público da Bahia também participará da programação na quinta-feira (24).
19. Nos dois dias, a distribuidora de energia promove a substituição gratuita de lâmpadas ineficientes por modelos LED, além de oferecer atendimento comercial para negociação de dívidas, troca de titularidade e cadastramento na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE).
20. A Prefeitura de Salvador disponibiliza atendimento para o Cadastro Único, além de serviços de saúde e vacinação, na quinta e na sexta-feira. A Embasa também estará presente nos dois dias para atender a população.
21. Na quinta-feira (24), das 9h às 13h, o Ministério Público da Bahia oferece a emissão de segunda via de certidões de nascimento e casamento e de atestado de óbito, encaminhamento para exames gratuitos de DNA e reconhecimento de paternidade.
22. O Neoenergia em Ação faz parte do Programa de Eficiência Energética (PEE) da companhia, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O objetivo é promover o uso seguro e consciente da eletricidade, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso das instituições envolvidas com a sustentabilidade e a cidadania nas comunidades atendidas. A iniciativa reúne serviços de energia, saúde e cidadania em um único local, facilitando o acesso dos moradores aos atendimentos.
23. O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) manifestou seu repúdio ao avanço do projeto Monte Alto, da australiana Brazilian Rare Earths (BRE), que pretende explorar terras raras no Vale do Jiquiriçá, no sul do Recôncavo Baiano.
24. O empreendimento, apresentado como oportunidade de desenvolvimento, tem provocado preocupação entre moradores de uma comunidade rural majoritariamente negra, dedicada à agricultura familiar. Segundo a reportagem utilizada como base para este posicionamento, moradores relatam pressão para a venda de propriedades, enquanto cerca de metade da área do projeto se sobrepõe à APA Caminhos Ecológicos da Boa Esperança.
25. Hilton também critica a participação da bilionária australiana Gina Rinehart, uma das acionistas da BRE por meio da Hancock Prospecting e conhecida por seu apoio a Donald Trump e à agenda MAGA. A BRE possui, segundo os dados apresentados, 230 requisições relacionadas à mineração de terras raras na Bahia, correspondentes a 19,1% dos processos ativos no estado.
26. A reportagem aponta ainda que a empresa declara controlar 167,6 mil hectares na região. Para o parlamentar, a exploração de riquezas estratégicas do território baiano não pode ser conduzida em detrimento das comunidades e dos interesses públicos.
27. “Não aceitaremos que o Vale do Jiquiriçá seja transformado em território de sacrifício para alimentar interesses de grandes mineradoras estrangeiras. O desenvolvimento não pode significar expulsão de famílias, destruição ambiental e concentração das riquezas nas mãos de poucos.
28. A prioridade deve ser a defesa da população, da agricultura familiar, das águas, das nascentes e do patrimônio ambiental da Bahia”, afirma Hilton Coelho. A preocupação ganha dimensão ainda maior diante dos relatos de moradores sobre pressão nas negociações fundiárias: a reportagem registra que 104 das 117 famílias assinaram manifesto criticando a atuação da mineradora e relatando insegurança, falta de transparência e pressão para acordos.
29. Outro ponto de alerta é a presença de urânio e tório associados à mineralização. Segundo a reportagem, a própria empresa reconhece a presença natural desses elementos na região, enquanto moradores afirmam que o tema não teria sido devidamente discutido nas reuniões comunitárias.
20. A reportagem informa ainda que existe processo em fase inicial de avaliação regulatória na Autoridade Nacional de Segurança Nuclear e que a empresa prevê, em uma etapa futura, o aproveitamento do urânio como coproduto. Para Hilton, qualquer projeto com potencial impacto ambiental, social e radiológico exige transparência absoluta, participação efetiva das comunidades e rigor máximo dos órgãos públicos.
31; “Estamos diante de uma nova ofensiva neoextrativista sobre a Bahia. Não podemos permitir que a riqueza mineral do nosso território seja apropriada por interesses privados enquanto comunidades negras e agricultores familiares são pressionados a abandonar suas terras. O povo do Vale do Jiquiriçá tem direito à informação, à participação e à proteção de seu território. Nenhuma promessa de riqueza para acionistas estrangeiros pode valer mais do que a vida, a dignidade das famílias e a preservação ambiental. Nossa posição é clara: os direitos da população vêm antes do lucro da mineração”, conclui Hilton Coelho.