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DEVERIA TER ELEIÇÃO TODOS OS ANOS:PEQUENOS OLHARES ATENDE1000 CRIANÇAS

A CAIXA Cultural Salvador recebe, no dia 22 de setembro, o show de lançamento do álbum “Marcelo Galter investiga a beleza sem fim de Dorival Caymmi”,
Tasso Franco , Salvador | 10/09/2026 às 18:21
Exame de vistas
Foto: Bruno Concha
  MIUDINHAS GLOBAIS:

  1. Cerca de 1 mil a 1.100 crianças e adolescentes recebem atendimento oftalmológico gratuito nesta quinta (10) e sexta-feira (11), no Centro de Convenções de Salvador (CCS), por meio do projeto Pequenos Olhares. Os participantes passaram previamente por triagem e agora realizam exames especializados durante uma ação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em parceria com a Prefeitura, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

  2. Com intuito de identificar precocemente alterações visuais e garantir o encaminhamento necessário para cada caso, a mobilização acontece durante o Congresso Brasileiro de Oftalmologia.

  3. A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordelo, explica que o cuidado terá continuidade após os exames. “Estamos trazendo crianças para a identificação de doenças oculares. Se a situação for mais grave, a criança será acompanhada dentro de um fluxo já estabelecido com a Secretaria Municipal da Saúde. Se a necessidade for apenas de óculos, elas vão recebê-los gratuitamente”, afirma.

  4. A identificação dos participantes começou antes da chegada ao Centro de Convenções. Escolas públicas municipais e organizações sociais participaram do processo, observando crianças que apresentavam sinais de possíveis dificuldades para enxergar.

   5. Na Escola Metodista Suzana Wesley, na Boca do Rio, a professora Vera Gardênia Silva Mascarenhas conta que os educadores foram orientados a observar o comportamento dos alunos.

   6. “A gente pediu aos professores que observassem quem fechava ou apertava os olhos, chegava muito perto para enxergar ou escrevia fora da linha. Eles faziam essa observação no cotidiano da sala e nos enviavam os nomes”, relata.

  7. Para Vera, o acesso ao atendimento pode fazer diferença, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade.

   8. “Ao longo da minha trajetória, descobri muitos alunos com problemas de visão e que não tinham condições de ter os óculos. Muitas mães não têm condições nem de fazer os exames. Então, essa é uma oportunidade única para essas crianças”, afirma.

   9. A professora também destaca a relação entre saúde visual e aprendizagem. “As crianças que tiverem algum problema de acuidade visual e forem atendidas vão conseguir se desenvolver pedagogicamente e também nas atividades diárias. Há crianças com dificuldade para enxergar que acabam ficando para trás na alfabetização”, diz.

  10. Elizabeth de Souza Costa levou a filha Emily, de 8 anos, depois de conhecer o projeto através da escola. Para ela, ter acesso ao exame e aos óculos gratuitamente traz tranquilidade.

   11. “É muito bom porque a criança faz o exame e a mãe que não tem condições de comprar os óculos já tem a possibilidade de garantir os óculos para o filho”, conta.

   12. A oportunidade também foi importante para Tamires Souza Alves, mãe de Lorrane Alves Santos. A menina já havia realizado um exame que apontou alteração visual, mas a família ainda não tinha dado continuidade ao atendimento.

  13. “Ela fez um exame e foi detectado que tinha algum grau, mas eu ainda não tinha conseguido dar continuidade. Agora tive essa oportunidade através da escola. Achei muito importante porque ajuda as crianças e também os pais”, relata Tamires.

   14. Após os exames, as crianças com indicação para correção visual receberão óculos gratuitamente. A previsão é que a entrega ocorra em uma nova mobilização, aproximadamente 30 dias depois. Os casos que demandarem atendimento especializado serão encaminhados para acompanhamento por meio de fluxo estabelecido com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
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  15. Prefeitura de Salvador lança programa Tá na Pista e chega a cerca de R$ 170 milhões investidos em requalificação asfáltica. Amplia a requalificação asfáltica da cidade. A iniciativa, coordenada pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop), contempla intervenções em diferentes áreas da capital baiana, com foco na recuperação do pavimento e melhoria das condições de mobilidade.

  16. O lançamento oficial do programa aconteceu durante a assinatura da ordem de serviço para a requalificação asfáltica da Avenida San Martin, em ato realizado no Largo do Tanque.

  17. Durante a solenidade, o prefeito Bruno Reis afirmou que este é o maior programa de recapeamento de vias da história da cidade. “Já investimos até aqui R$ 50 milhões. Agora anuncio mais R$ 80 milhões, para recuperar mais de 60 quilômetros em nossa cidade. São investimentos com recursos próprios da Prefeitura. Sem falar nas operações tapa-buraco, que já chegaram a investimentos da ordem de R$ 36 milhões este ano. Nesse pacote, a Prefeitura chega a cerca de R$ 170 milhões investidos para garantir um asfalto de melhor qualidade em nossa cidade”, disse o gestor.

  18. Entre as obras em andamento ou a iniciar, destacam-se trechos da região da Avenida Suburbana, Avenida Beira Mar (Boiadeiro), Avenida Litoral (São João do Cabrito), Imbuí, Cosme de Farias, Vila Laura, Valéria, Avenida Jequitaia, Avenida Luiz Tarquínio, ruas de Itacaranha e Plataforma.

  19. Com o Tá na Pista, a Prefeitura garante melhores condições de circulação, mais segurança e conforto para motoristas, motociclistas, ciclistas, usuários do transporte público e pedestres. “Diversas áreas da cidade vão receber esse investimento, para termos um pavimento que traga mais conforto para quem trafega nas vias, em especial os passageiros dos ônibus. Também interfere na mobilidade, porque o trânsito vai fluir com facilidade maior”, acrescentou o prefeito.

  20. O programa já reúne obras em diferentes estágios. Atualmente, 10 quilômetros de vias estão com intervenções em andamento, enquanto outros 13,5 quilômetros já possuem autorização para início das obras. Somente neste segundo semestre, 32 quilômetros de vias já tiveram as obras concluídas.

  21. . As intervenções são realizadas de forma planejada, considerando as condições de cada trecho e a necessidade de recuperação da malha viária. “O critério para definição das vias é sempre o mesmo. Observamos se ela está estragada ou não e, além disso, a questão da mobilidade. A San Martin, por exemplo, é uma via estruturante, por onde passam muitos carros. Requalificando a via, vai melhorar todo o tráfego”, afirmou o superintendente de Obras Públicas, Orlando Castro.
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  22. A CAIXA Cultural Salvador recebe, no dia 22 de setembro, o show de lançamento do álbum “Marcelo Galter investiga a beleza sem fim de Dorival Caymmi”, novo trabalho do pianista, lançado em agosto pela Gravadora Rocinante. Esta será a primeira apresentação ao vivo do disco na capital baiana, cidade onde nasceu o músico e que também inspira grande parte da pesquisa desenvolvida no projeto. O show é gratuito, tem início às 20h, com abertura da casa às 19h. O espaço tem capacidade para 70 pessoas, e a entrada está sujeita à lotação.

  23. No palco, Marcelo Galter estará acompanhado de Ldson Galter, no contrabaixo e Reinaldo Boaventura, na percussão. Os dois artistas também participaram da gravação do disco, que parte da obra de Dorival Caymmi para investigar processos criativos profundamente ligados à cultura e à musicalidade baianas.

  24. Disponível em vinil e nas principais plataformas de streaming, o álbum - que ainda conta com a participação do percussionista Luizinho do Jêje e do guineense Mû Mbana - esmiuça a relação direta entre Galter e os métodos e processos criativos de Caymmi. Essa aproximação se conecta a uma pesquisa que já é uma das marcas do trabalho de Marcelo: a transposição da linguagem de outros instrumentos para o piano.
 
  35. No novo projeto, o músico amplia essa investigação a partir de referências utilizadas por Dorival como a viola de machete do Recôncavo, o berimbau e os tambores afro-baianos. “Eu precisei beber nessas linguagens para desenvolver meu jeito de tocar piano. A força da oralidade para mim é a transmissão de conhecimento através do corpo, da voz, da convivência, e não apenas da escrita formal. Este é o mesmo espírito que também guiou Caymmi a trazer as suas próprias vivências na Bahia antiga do samba de roda e dos pregões de rua, para desenvolver seu estilo próprio de compor, cantar e tocar violão”, afirma Marcelo.