Política

ADÉLIA PROPÕE UMA CEPLAC MAIS FORTE E MAIOR PROTEÇÃO AOS PRODUTORES

Adélia é candidata a deputada federal pelo PT e sua base maior é Ilhéus
Da Redação ,  Salvador | 28/08/2026 às 16:03
Adélia Pinheiro
Foto: Marona Maria

A candidata a deputada federal Adélia Pinheiro (PT) defendeu a recuperação da capacidade de atuação da Ceplac e medidas federais para proteger os produtores de cacau. “A Ceplac há muito tempo vem passando por um processo de sucateamento, isso é fato. Talvez seja a instituição para a lavoura cacaueira de maior importância”, afirmou, nesta sexta-feira (28), em entrevista ao programa O Tabuleiro, da Ilhéus FM.

 Para recuperar o protagonismo do órgão, a ex-reitora da Uesc propôs uma estrutura jurídica própria, mais investimentos públicos e maior articulação com universidades, institutos federais e unidades da Embrapa.

“Eu defendo que a Ceplac tenha uma personalidade jurídica própria, assuma a sua identidade”, disse. Segundo Adélia, a instituição deve cuidar do seu legado técnico e científico e coordenar esforços com os centros que atualmente produzem conhecimento e tecnologia para fortalecer a cadeia cacau-chocolate.

Também defendeu a atuação do Estado na regulamentação do comércio internacional e na definição da quantidade mínima de cacau nos produtos vendidos como chocolate. Para ela, a concentração das compras em poucas empresas deixa os produtores vulneráveis ao deságio. “O mercado livre é isso que faz: bota o preço que quer, descolado do que é a necessidade do trabalhador e do produtor”, afirmou.

Apontou ainda a organização dos produtores como alternativa para ampliar o poder de negociação diante das grandes indústrias. “Eu acredito que o caminho das cooperativas seja o melhor caminho para fazer a disputa com a grande indústria”, declarou.

IMPACTO NA ECONOMIA REGIONAL

A candidata relacionou a defesa da cadeia cacau-chocolate à economia de todo o sul da Bahia. Segundo a ex-secretária de Estado, quando o preço pago ao produtor cai, o impacto chega às feiras, ao comércio, às concessionárias, ao mercado imobiliário e ao turismo. 

Para Adélia, enfrentar esses problemas exige uma representação federal ligada diretamente ao território e capaz de defender os interesses da região em Brasília. “Nós somos a região cacaueira e eu me coloco em foco muito grande na representação da região cacaueira”, concluiu.