A Justiça determinou o afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, e do vereador licenciado George Carlos Reis Pereira, o Gordinho da Favela (PP)
Da Redação , Salvador |
14/07/2026 às 07:15
Luciano Sandes e Gordinho da Favela afastados das funções
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A Justiça determinou o afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, e do vereador licenciado George Carlos Reis Pereira, o Gordinho da Favela (PP), durante a operação deflagrada nesta segunda-feira (13) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A investigação apura um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro que teria causado prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos.
A Prefeitura de Salvador informou em nota que cumprirá a determinação judicial e colaborará com as investigações conduzidas pelo MP-BA. A administração municipal também comunicou que abrirá um procedimento administrativo para apurar a existência de eventual dano ao erário relacionado aos fatos investigados.
Na decisão, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza entendeu que a permanência dos dois agentes públicos em suas funções poderia comprometer o andamento das investigações. Segundo a magistrada, ambos exerceriam influência sobre procedimentos administrativos e agentes públicos, o que representaria risco à produção de provas e à instrução criminal.
Além do afastamento, George Gordinho da Favela teve o mandato suspenso, os bens tornados indisponíveis e está proibido de manter contato com os demais investigados. O pedido de prisão preventiva, no entanto, foi negado por considerar suficientes as demais medidas cautelares.
Conforme o Ministério Público, George integra o núcleo de agentes públicos investigado e teria utilizado sua influência política para favorecer interesses do grupo empresarial alvo da operação. Já Luciano Sandes é apontado como gestor responsável por contratos analisados na investigação, que apura supostas irregularidades em licitações e aditivos firmados pela administração municipal.
A organização estaria atuando por meio de três núcleos diferentes, unindo empresários imobiliários e servidores municipais. A atuação visava o desvio de vultosas quantias do erário municipal através da manipulação de contratos administrativos. O grupo, inclusive, estaria atuando com o esquema há cerca de 10 anos com a fraude de licitações da Secretaria de Manutenção (Seman) e Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
Em nota o vereador diz desconhecer os termos da investigação e está à disposição do MP.