Política

BILBAO SE MOBILIZA NA AJUDA A VENEZUELA; TERREMOTOS MATAM 1450 PESSOAS

Situação ainda é muito critica em áreas da Venezuela e Espanha abriga 700.000 refugiados do socialismo bolivariano
Tasso Franco , Bilbao, Spain | 29/06/2026 às 07:00
Ponto de entrega de doações a Venezuela no centro de Bilbao
Foto: BJÁ
    O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou no domingo que os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela na última quarta-feira deixaram, até o momento, 1.450 mortos, 3.150 feridos e 12.721 pessoas afetadas — um evento que ele descreveu como "a catástrofe natural mais brutal" da história do país.

   "No relatório de hoje, devemos informar que o número de mortos chegou a 1.450 pessoas — homens e mulheres que perderam a vida em decorrência da catástrofe natural mais brutal que nosso país já vivenciou", disse Rodríguez durante um pronunciamento transmitido pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV).

   Há uma solidariedade internacional de ajuda a Venezuela especialmente em La Guaira onde foram destruidos 800 edificios sendo 189 deles totalmente e na Espanha - de onde transmitimos o Bahia Já - isso é mais intenso pois moram no país 700.000 venezuelanos que deixaram o regime do socialismo bolivariano de Chaves/Maduro e se refugiram na Europa, sendo que, somente nas Canárias - área turistica da Espanha - moram 80.000 venezuelanos. Muitas dessas pessoas estão alitas porque familiares seus estão desparecidos.

   Em Bilbao, o consulado da Venezuela recebe ajuda e há pontos (como se pode ver na foto) no centro da cidade onde as pessoas entregam doações não pereciveis - roupas e calçados em especial - para serem enviados a Venezuela. 

  EL NACIONAL

     El Nacional cita que quatro dias se passaram desde que o terremoto devastador atingiu a Venezuela e assolou grande parte de La Guaira. Milhares de civis, equipes de resgate estrangeiras e integrantes da Defesa Civil venezuelana já estão no local, tentando realizar operações de resgate. Infelizmente, essa ajuda vital — crucial para apoiar todos os afetados — não chegou a Carayaca, uma localidade que começa, aos poucos, a enfrentar a situação com pouca ou nenhuma assistência.

Ir de Catia la Mar para Carayaca significa deparar-se com os danos e as consequências deixados pelo terremoto: casas desabadas, milhares de pessoas dormindo nas ruas, comércios saqueados e policiais e militares que, apesar de presentes, limitam-se a controlar o trânsito.
Mas, ao se afastar um pouco mais, fica claro que o desastre não se limitou à cidade principal; além de Catia la Mar, na região de Las Tunitas, as pessoas sofrem com a falta constante de serviços públicos e suprimentos. Alimentos e água são necessidades permanentes.

Maris Valera, uma moradora local, está ao lado de vários vizinhos e crianças, sinalizando para os veículos que passam. Com um cartaz improvisado, eles esperam que os motoristas parem e ofereçam alguma doação.

“Estamos em uma situação crítica; precisamos de fraldas. Estamos sem energia elétrica desde o dia do terremoto. Precisamos de leite e água potável. Ficamos totalmente desamparados — temos crianças e pessoas acamadas aqui. Não recebemos absolutamente nenhuma assistência em todo o trecho até Arrecife”, disse a mulher, segurando o filho nos braços.