Governador fala em cuidar de pobre e PF investiga possíveis ilícitos de riqueza pessoal
Tasso Franco , da redação em Salvador |
27/06/2026 às 09:14
Jerônimo e Wagner no evento em Barreiras
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Em evento realizado na última sexta-feira (26) em Barreiras, no Oeste da Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT). Diante de aplausos e lágrimas da plateia, Jerônimo afirmou que o principal “erro” atribuído ao aliado foi dedicar a vida a cuidar dos mais pobres.
O ato marcou o primeiro encontro público dos dois petistas após as revelações da Polícia Federal sobre supostas relações de Wagner com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Jerônimo destacou que Wagner esteve recentemente com o presidente Lula para alinhar sua situação política.
“É o primeiro ato público com Wagner depois do que quiseram fazer com ele. Ele conversou com o amigo dele, amigo nosso, o Lula, e se acertou. Porque, para além de um cargo de liderança, estão o Brasil e a Bahia. Nós vamos provar que, se você tem um erro na vida, para eles o erro é cuidar de pobre e dedicar a sua vida a isso. Nós confiamos em você. A Bahia te ama”, declarou o governador, sob forte emoção.
No discurso, Jerônimo elogiou a trajetória de Wagner e reforçou a confiança no senador, que é pré-candidato. Emocionados, os dois se abraçaram no palco.
Wagner é investigado na Operação Compliance Zero por suposto recebimento de vantagens indevidas que teriam beneficiado o Banco Master em tramitações no Senado. Ele classificou a apuração como “patacoada”. Recentemente, foi afastado da liderança do governo no Senado por decisão de Lula.
COMENTÁRIO DO BJÁ
Comentamos aqui neste BJÁ, anteriormente, que o senador Jaques Wagner estava só sem uma defesa mais firme dos seus correligionários diante da investigação da PF sobre possíveis ilicitos que teria cometido.
O governador Jerônimo Rodrigues, ontem, fez um afago de natureza politica e cunhou uma frase "Nós vamos provar que, se você tem um erro na vida, para eles o erro é cuidar de pobre e dedicar a sua vida a isso. Nós confiamos em você. A Bahia te ama”, que constrata com as investigações da PF no Caso Master.
O governador também coloca a questão no plural "nós vamos provar" certamente apenas no sentido da expressão idiomática uma vez que JR não faz parte do inquérito investigativo. Só quem pode provar é o próprio Wagner e este já disse que fará no decorrer do processo.
A frase de Jerônimo na referência ao "cuidar de pobres" soa esdrúxula uma vez que a invstigação da PF revela ainda na fase de suspeitas algo que não condiz com pobreza e sim com riqueza.
Portanto, politicamente falando, o afago do governador tem efeitgo apenas no plano politico eleitoral.