Vejam as mudanças e os partidos que se fortaleceram e aqueles que perderam substância e votos, o Solidariedade deve desaparecer do mapa
Tasso Franco , da redação em Salvador |
04/04/2026 às 11:50
Ronaldo Carletto do Avante cresceu muito mas não levou a vice
Foto: Camara dos Deputados
O que estabelece a lei eleitoral Resolução Nº 23.760, de 2 de março 2026, do TSE:
O dia 4 de abril – sábado - (6 meses antes do 1º turno) é a data-limite para o registro, no Tribunal Superior Eleitoral, dos estatutos de partidos políticos e de federações que poderão participar das Eleições 2026 (Lei nº 9.504/1997, arts. 4º e 6º-A, parágrafo único; Lei nº 9.096/1995, art. 11-A; e Resolução nº 23.609/2019/TSE, art. 2º, I e II, primeira parte).
Data até a qual pretensas candidatas e pretensos candidatos a cargo eletivo nas Eleições 2026 devem ter domicílio eleitoral na circunscrição em que desejam concorrer e estar com a filiação deferida pelo partido, desde que o estatuto partidário não estabeleça prazo superior (Lei nº 9.504/1997, art. 9º, caput; Lei nº 9.096/1995, art. 20, caput; e Resolução nº 23.609/2019/TSE, art. 10).
Data até a qual a Presidente ou o Presidente da República, as Governadoras, os Governadores, as Prefeitas e os Prefeitos que pretendam concorrer a outros cargos devem renunciar aos mandatos em exercício (Constituição Federal, art. 14, § 6º; e Resolução nº 23.609/2019/TSE, art. 13).
O que podemos observar nessa janela partidária que fecha hoje é que a coligação de ACM Neto levou uma significativa vantagem em relação a coligação governista pelo fato de ter conseguido a adesão de um senador que pertencia a base governista e foi eleito por ela: a mudança do senador Ângelo Coronel deixando o PSD e se filiando ao Republicanos, com os seus dois filhos, deputado federal Diogo Coronel e deputado estadual Ângelo Coronel Filho.
Fora esse fato mais relevante, as mudanças aconteceram dentro das respectivas coligações, no campo macro, embora possam ter fortalecido alguns partidos, no particular, o PSD, Republicanos, PV, MDB, Avante e PDT. Os dois grandes – PT e UB – não se beneficiaram com isso; o PCdoB se manteve no mesmo; o PSB perdeu e ganhou; o PSOL não amealhou nada expressivo; o PL ganhou; o PP perdeu. O Avante se fortaleceu.
Mas, todas essas alterações se deram nas coligações, a base governista de Jerônimo segue absoluta na Assembleia com 43 deputados; a Oposição com 19; 1 independente; e na Câmara Federal a mesma coisa.
A perda foi no Senado embora de teor limitado no plano nacional porque Angelo Coronel está em final de mandato. Mas, se conseguir ser reeleito, é outra história e a adesão de um senador a uma chapa é sempre forte.
O MDB aparentemente saiu fortalecido pelo fato de ter conseguido manter Geraldo Jr na vice como candidato à reeleição, embora, como sabemos, o vice não é votado separadamente, como acontecia até 1962. Vota-se no governador e o eleito consagra o vice. Mas tem o significado político-eleitoral. No caso de Geraldo acalmam-se ânimos, anula possíveis dissidências dos Vieira Lima, o que, não deverá acontecer com o Avante, salvo melhor juízo. Nem muito menos com PCdoB, PSB, PDT e PV.
O PSD do senador Otto Alencar inchou. O que vai acontecer por lá só quando abrirem as urnas. Já tem sua própria base na ALBA e poderá crescer um pouco, pero, não muito.
Quando ao PT há dúvidas se vai crescer ou minguar. Tá com cara que vai minguar. O PL pode reorganizar forças que perdeu com os adesistas; o PSB deve ficar no mesmo; o PV pode emplacar deputados; o PDT pode crescer um pouco e o Republicanos também. O UB pode também se recompor pois perdeu com adesistas.
Mas é claro que cada eleição tem sua própria história e a de 2026 está apenas começando. Há uma preocupação dos petistas na ALBA, pois, numa avaliação preliminar o partido não se oxigenou como esperado, salvo pequenas novidades como é o caso da ex-secretária de Educação. (TF)
Até o momento, as mudanças são as seguintes:
Angelo Coronel Filho ingressou no Republicanos, deixando o PSD.
Marcelinho Veiga: Deixou o União Brasil e filiou-se ao Progressistas (PP) no último dia 31 de março.
Paulo Câmara deixa o PSDB e ingressa no PL;
Felipe Duarte: Migrou para o Avante após desfiliação do PP.
Fabíola Mansur: A deputada deixou o PSB para ingressar no PV.
Laerte do Vando: O deputado deixou o Podemos e se filiou ao Avante.
Vitor Azevedo: Deixou o PL e se filiou ao o Avante.
Luciano Araujo deixa o Solidariedade e ingressa no Avante;
Samuel Jr deixou o Republicanos e ingressou no PL;
Ludmilla Fiscina: A deputada migrou do PV para o PSD.
Niltinho: O deputado deixou o PP e se filiou ao PSD.
Eduardo Salles: Deixou o PP e migrou para o PV.
Penalva: O deputado deixou o PDT para se filiar ao PP.
Antônio Henrique Júnior: Deixou o PP para assumir o PV.
Bancada baiana na Câmara Federal
Leo Prates: O anúncio da saída do PDT para o Republicanos.
Diego Coronel: deixou o PSD e entrou no Republicanos.
Mário Negromonte Jr deixou PP e ingressou no PSB.
Moema Gramacho que deixou o PT e ingressou no MDB.
Carlos Muniz Filho presidente da Câmara de Salvador filiou filho ao PSDB.
MUDANÇAS NO GOVERNO E PREFEITURA DE SSA
Governo do Estado mudou 6 secretários e a Prefeitura de Salvador 3 secretários.
Há várias mudanças no interior dom estado.