1. O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) afirmou na sessão desta terça-feira, 17, na tribuna da Assembleia Legislativa que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, hoje, preso por suposto rombo de bilhões, ficou com 60% dos valores que os professores da Bahia tinham para receber dos precatórios graças a uma concessão dada pelo governo do Estado, gestão Jerônimo Rodrigues.
2. Segundo o parlamentar o governo não precisava dessa intermediação para pagar os precatórios, o que poderia ter sido feito na sua folha normal. Luciano disse que já solicitou informações oficiais ao governo da Bahia sobre o contrato firmado com o Banco Master para antecipação de recursos de precatórios do Fundef, mas até agora não recebeu resposta.
3. O pedido foi feito por meio da Lei de Acesso à Informação e a iniciativa busca obter detalhes da operação financeira, incluindo as condições da negociação e o momento em que os valores foram disponibilizados ao governo estadual. Queremos saber quando o Estado pagou ao Master e qual o tempo de repassar os recursos para os professores. Por que deságio tão grande deixando os professores desamparados e só recebendo 40% do que tinham direito.
4. “Não desejo fazer acusações ao governo de maneira leviana por isso mesmo solicitei as informações e quero saber as respostas. Porque não pagaram os recursos integrais na folha de pagamentos e colocaram um banco no negócio”, frisou.
5. Segundo a divulgação de dados do Portal da Transparência do Estado indicando que o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) realizou 207 pagamentos ao Banco Master entre 2023 e fevereiro de 2026. De acordo com os registros, os repasses somam R$ 49,2 milhões.
6. De acordo com o parlamentar o governo do estado recebeu do governo federal através do MEC/FUNDEF o valor correspondente a dívida e os professores tinham direito a 60% desse valor. O governo do Estado autorizou o Banco Master a fazer a intermediação desse pagamento com competência de abordar os servidores que já tinha seus direitos assegurados, para fazer a intermediação do crédito.
7. O professor – diz o parlamentar - sem saber o que receberia, sem instrumento de proteção, “aceitou” do credenciado do Estado receber 40% do seu direto. Isso é normal só receber 40% dos seus diretos. Na nossa opinião não há normalidade nisso, não se pode aceitar isso como normal.
8. E é isso que quero saber: porque o governo da Bahia só credenciou o Banco Master? Quanto tempo decorreu entre o pagamento que o Banco Master recebeu do governo da Bahia e o tempo que pagou aos servidore
9. O líder do governo, deputado Rosemberg Pinto, disse que a negociação entre os servidores e o Banco Master não teve participação do governo. Foi entre uma instituição financeira e o sindicato dos servidores.
10. Na mesma linha a deputada Fabíola Mansur (PSB) afirmou que operações financeiras citadas na investigação partiram de decisões individuais de servidores e não de ações do Estado.
11. De acordo com Fabíola, os valores pertenciam aos próprios servidores, que decidiram aderir à operação. “Se eu quero uma antecipação de algum valor a receber e o banco me oferece um deságio, eu posso aceitar ou não. Isso é comum. A opção é do servidor. Não dá para inverter o jogo dizendo que o governo transacionou ou fez repasse ao Banco Master”, argumentou.
12. O líder da oposição, deputado Sandro Régis, também na tribuna da Casa, rebateu Fabíola e Rosemberg dizendo que o deputado Luciano Ribeiro não está fazendo nenhuma acusação ao governo, nem está querendo inverter qualquer jogo. “O que estamos exigindo são explicações do governo do estado porque essa intermediação do Banco Master quando o dinheiro poderia ser pago direto aos professores”.
13. Está aberta a palavra a APLB. Na época, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) prorrogou o prazo para adesão ao acordo de pagamento de precatórios com deságio de 40%, sendo que para credores vinculados à APLB-Sindicato (educação), o prazo foi estendido até 21 de julho de 2025.
14. O que é o deságio: Trata-se de um acordo direto onde o credor aceita receber o valor antecipadamente, porém com um desconto de 40% sobre o montante total devido pelo Estado.
15. Em nota no seu site, APLB, dia 25 de fevereiro de 2026
Rede Estadual: Acordo de precatórios: Veja as informações para adesão: O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) publicou o Edital nº 01/2026, permitindo a antecipação de pagamento de precatórios do Estado da Bahia com deságio de 40%. A adesão deve ser feita por advogados e exclusivamente de forma eletrônica, de 19 de fevereiro a 20 de março de 2026.
16. Os/as filiados/as à APLB-Sindicato podem fazer a adesão por meio do corpo jurídico da entidade, enviando a documentação para o e-mail:
17. acordoreclassificados2026@processosaplb.com O acordo é uma opção para receber o precatório mais rápido, aceitando um valor menor. Público-alvo: Titulares de precatórios do Estado da Bahia (credores originários, herdeiros, cessionários).
18. Documentos necessários: Declaração de adesão, RG/CPF, procuração com poderes específicos e dados bancários. Vigência: O edital é válido até 29/01/2027 ou até o esgotamento dos recursos.