Política

BOLSONARISTAS FAZEM ATO ACORDA BRASIL E DEFENDEM ANISTA EX-PRESIDENTE

III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia, realizada no sábado (28), no Teatro e Centro de Convenções de Feira
Tasso Franco , da redação em Salvador | 01/03/2026 às 19:37
Muita gente no Farol da Barra
Foto: DIV
  MIUDINHAS GLOBAIS:

   1. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram, na manhã deste domingo (1º), o ato “Acorda Brasil” em diversas cidades do país. O protesto foi convocado nacionalmente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e contou com o apoio de lideranças políticas ligadas à direita.

   2. Entre as principais pautas do ato está a defesa da prisão domiciliar para Bolsonaro, além de críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Integrantes do movimento também citaram o chamado “caso Master” e questionaram a conduta de magistrados da Corte.

  3. Em Salvador, a mobilização ocorreu no Farol da Barra, um dos principais cartões-postais da capital baiana. O ato contou com a presença lideranças como Capitão Alden (PL), Leandro de Jesus (PL) e Diego Castro.

  4. Durante o ato, Diego Castro afirmou que os protestos representam uma reação da população às decisões do Executivo e do Judiciário. “Estamos mais uma vez nas ruas para mostrar que quem manda no Brasil é o povo. Ninguém suporta mais tantas perseguições, tantos desmandos e tanta corrupção. Estamos nas ruas pela liberdade dos presos políticos e do nosso eterno presidente Bolsonaro. Estamos nas ruas pelo respeito à Constituição e pela liberdade de expressão.”, disse Diego Castro.

  5. Além de Salvador, os protestos foram registrados em cidades como Aracaju (SE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Recife (PE), São Paulo (SP) e Feira de Santana (BA), entre outras.
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  6. Com a proposta de ampliar ferramentas de atuação nos territórios e consolidar contribuições para a política Cultura Viva na Bahia, sete oficinas e diálogos formativos integraram a programação do primeiro dia da III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia, realizada no sábado (28), no Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana. 

  7. O evento, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), reúne agentes culturais de mais de 100 municípios e tem como tema “Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva Bahia e pela Justiça Climática”.

  8. A diretora Thaís Pimenta, que atua na Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), explica que as formações foram estruturadas a partir das demandas apresentadas pelos próprios Pontos de Cultura, em áreas como gestão, bibliotecas comunitárias, memória, economia solidária e justiça climática. Os conteúdos também dialogam com eixos temáticos que serão trabalhados no evento durante a realização do Fórum Estadual dos Pontos de Cultura.

  9. “As oficinas são espaços formativos nesse processo de reestruturação da rede Cultura Viva. A programação foi pensada para que os participantes saiam da Teia com mais ferramentas e elementos para desenvolver suas atividades nos 27 territórios da Bahia”, afirmou.

  10. A Oficina “Do coletivo ao CNPJ: formalização, gestão e captação de recursos para Pontos de Cultura”, por exemplo, ajudou na formação de agentes culturais interessados em fortalecer a organização administrativa e a elaboração de projetos, como é o caso de Wilma Rodrigues, que saiu de Serrinha representando o Grupo de Capoeira Lendário de Palmares.

  11. “O grupo é certificado, mas estou assumindo recentemente a coordenação pedagógica. Queria compreender melhor a elaboração de projetos, a busca por documentação e a organização documental. Tudo o que foi apresentado aqui foi essencial para ampliar minha percepção”, afirmou.

  12. Na Oficina “Patrimonialização e Salvaguarda”, Mestra Nzinga, do ponto de cultura da Associação Cultural Mestre Edmilton, em Conceição da Feira, ressaltou a importância de discutir estratégias para preservar as manifestações populares desenvolvidas no município.

  13. Com 40 anos de atuação na capoeira e certificação como Ponto de Cultura desde 2014, ela destacou que o trabalho impacta crianças, adolescentes, idosos e comunidades da zona rural, com atividades que vão da capoeira ao samba de roda, hip-hop, oficinas de instrumentos e inclusão digital.

  14. “A gente já trabalha com salvaguarda e entende que é preciso fortalecer a continuidade das políticas culturais. Muitos mestres antigos estão partindo e precisamos encontrar formas de preservar essa cultura. Aqui percebemos que, seja numa cidade pequena ou maior, as dificuldades são parecidas. Essa troca fortalece a Teia e nos dá mais fôlego para ampliar o trabalho no município”, ressaltou Mestra Nzinga.

  15. A programação formativa da III Teia também contou com o diálogo “Filmes na Tela: uma conversa sobre exibição e difusão”; a oficina “Como organizar e dinamizar uma Biblioteca Comunitária”; o diálogo “Cultura Viva e Justiça Climática: Agroecologia e Economia Solidária nos Territórios”; a oficina “Cultura Viva Educa: métodos e práticas dos Pontos de Cultura na atuação com escolas”; e a oficina “Noções básicas de organização, preservação e difusão em espaços de memória”.

  16. Mesmo sendo o colo de útero um tipo de câncer com forte potencial de prevenção, ele ainda preocupa as autoridades de saúde da Bahia, estado que registra cerca de 500 mortes anuais em decorrência da doença e onde espera-se 1090 novos casos para este ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

  17. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estados da Bahia (Sesab) o câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente entre as mulheres baianas, ficando atrás apenas do de mama e do colorretal.

  18. Para a ginecologista e professora da Afya Salvador, Ludmila Andrade, apesar de disponibilizada gratuitamente pela rede pública, a falha na vacinação contra o HPV ocorre em decorrência do movimento anti-vacina instalado desde a pandemia, desinformação, baixa adesão dos adolescentes e por causa dos pais, que não levam seus filhos para vacinar.

  19. “Sem vacinação, a circulação do vírus aumenta e isso mantém uma incidência alta para infecções com lesões no futuro. Além disso, o rastreamento da população é insuficiente e irregular”, alerta a especialista.

  20. O maior desafio está em Salvador, onde o esquema vacinal contra o HPV, principal causa do câncer de colo de útero, não chegou a 70% das meninas com idade entre 9 e 14 anos e ainda é mais periclitante nos bairros periféricos. O percentual é 95% abaixo da meta nacional, segundo dados do Ministério da Saúde. 

  21. Nesse contexto, o Março Lilás chega para reforçar a campanha do cuidado contínuo com a saúde feminina, reforçando a necessidade do rastreamento regular e o tratamento ainda em fase inicial da doença.

  22. Segundo a especialista da Afya Salvador, não apenas durante a campanha Março Lilás, mas por todo o ano, deveria haver uma busca ativa para que as mulheres sexualmente ativas, com idade entre 25 e 64 anos, fossem ao posto de saúde realizar o exame de rastreio.