A deputada Olivia Santana lembra o trabalho de Jhonatas na época junina
Tasso Franco , da redação em Salvador |
09/02/2026 às 15:10
Jhonatas Carlos foi morto no bairro de Itapuã
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Um homem apontado como o principal suspeito de assassinar o coreógrafo, Jhonatas Carlos Estrela, de 36 anos, foi preso pela Poklicia. O crime ocorreu no bairro de Itapuã, no último sábado (4). O suspeito foi localizado e preso no início da tarde desta segunda-feira (9) por policiais do 32º Batalhão da Polícia Militar.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam drogas e uma arma de fogo, que, segundo as investigações preliminares, pode ter sido utilizada no homicídio.
O coreógrafo de 36 anos foi morto a tiros na noite de sexta-feira (6), durante uma invasão à sua residência no bairro de Itapuã, em Salvador. Jhonata Carlos Gonzaga Estrela Gomes, conhecido como Jhon, estava com a esposa quando homens armados arrombaram a porta do imóvel. De acordo com a TV Bahia, a mulher conseguiu fugir pela janela, mas Jhonata, ao tentar escapar pelo mesmo caminho, foi alcançado no corredor externo e baleado.
O corpo do coreógrafo foi enterrado na manhã de sábado (7) no Cemitério Quinta dos Lázaros, em uma cerimônia que reuniu familiares, amigos e integrantes de quadrilhas juninas. Jhon era coreógrafo da quadrilha junina mirim Germe da Era, grupo criado por sua família no bairro de Pero Vaz, onde atuava desde a infância. Além da atividade artística, ele trabalhava como porteiro em uma escola e como motorista de aplicativo.
A deputada estadual Olivia Santana (PCdoB) manifestou-se nas redes sociais, dizendo estar "chocada" com o ocorrido. Ela ressaltou o papel de Jhon no trabalho com crianças das comunidades da Liberdade e de Pero Vaz, lembrando que, no São João passado, a filha dele, de 10 anos, emocionou o público ao narrar o enredo da quadrilha. "A menina contou que aprendeu o texto com o pai, que a treinava sempre que chegava do trabalho", afirmou a parlamentar.