Donald Trump instou os manifestantes iranianos a "continuarem protestando" em meio à violenta repressão do regime tirânico do país. O presidente americano encorajou os manifestantes a "salvar os nomes dos assassinos e abusadores", prometendo que os perpetradores "pagarão um preço muito alto".
O número de mortos nos protestos em todo o país é estimado em até 12.000, conforme revelado anteriormente pelo The Sun, com Teerã sendo acusada de realizar o “maior massacre da história contemporânea do Irã”.
Segundo relatos, Trump foi informado sobre planos de ataque militar para destruir o Irã, que incluem desde ciberataques e guerra psicológica até ataques a instalações nucleares.
Em um discurso no Detroit Economic Club, Trump implorou aos manifestantes que continuassem a ocupar instituições governamentais, assegurando aos corajosos iranianos que “a ajuda está a caminho”.
“Uma morte já é demais, mas ouço números muito menores e depois ouço números muito maiores”, disse ele.
Enquanto as autoridades iranianas impõem um bloqueio de comunicação quase total em um país convulsionado por protestos em massa, vídeos e relatos de testemunhas que vêm à tona sugerem que o governo está realizando uma das repressões mais violentas contra os distúrbios em mais de uma década.
Testemunhas oculares afirmam que as forças governamentais começaram a abrir fogo, aparentemente com armas automáticas e, por vezes, de forma aparentemente indiscriminada, contra manifestantes desarmados. Funcionários de hospitais dizem que os manifestantes chegavam com ferimentos causados por balas de borracha, mas agora chegam com ferimentos a bala e fraturas no crânio. Um médico classificou a situação como "uma situação de múltiplas vítimas".
Apesar do bloqueio de comunicações, uma imagem recorrente tem vindo à tona vinda do Irã: fileiras e fileiras de sacos para cadáveres.
Em vídeos publicados por ativistas da oposição nas redes sociais, famílias podem ser vistas chorando enquanto se amontoam sobre corpos ensanguentados em sacos abertos. E em imagens exibidas na televisão estatal iraniana, um funcionário do necrotério, vestido com um uniforme azul, está em meio a sacos cuidadosamente dispostos no chão de uma sala branca, sob luzes fluorescentes intensas.
— Vi com meus próprios olhos. Eles atiraram diretamente contra fileiras de manifestantes, e as pessoas caíam onde estavam — disse Omid, um iraniano de cerca de 40 anos cujo nome foi alterado por razões de segurança, à BBC, acrescentando que, em uma pequena cidade no sul do Irã, as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes desarmados com fuzis de assalto do tipo Kalashnikov. — Estamos lutando contra um regime brutal com as mãos vazias.
Apesar das limitações, uma imagem recorrente conseguiu sair do Irã: fileiras e mais fileiras de sacos para cadáveres. Vídeos publicados nas redes por ativistas da oposição mostram famílias chorando, reunidas em torno de corpos ensanguentados em sacos abertos. Em imagens exibidas pela televisão estatal iraniana, um funcionário de um necrotério, vestido com uniforme azul, aparece entre sacos cuidadosamente alinhados no chão de uma sala branca, sob luzes fluorescentes intensas. Nos hospitais, se antes as pessoas chegavam com ferimentos causados por balas de chumbo, agora elas dão entrada com ferimentos por arma de fogo.
O número de mortos e feridos em todo o país é incerto. Grupos de direitos humanos têm dificuldade para contatar suas fontes dentro do Irã e seguir a metodologia que costumam usar para verificar informações, mas dizem já ter contabilizado centenas de mortos. Enquanto estimativas mais conservadoras citam ao menos 734 óbitos, um alto funcionário do Ministério da Saúde iraniano afirmou que pelo menos 3 mil pessoas foram mortas em todo o país. A certeza, por enquanto, é uma só: tanto os que ainda apoiam o governo quanto os que estão nas ruas pedindo sua queda concordam que são dias de brutalidade como nunca tinham visto.