Uma análise do andor da carruagem até agora e como encontrar uma saída (ou entrada) para Angelo Coronel
Tasso Franco , da redação em Salvador |
07/01/2026 às 19:21
Wagner, Coronel e Rui 3 nomes para duas vagas
Foto: DIV
MIUDINHAS GLOBAIS:
1. Em novo prazo estendido para março dado pelo governador Jerônimo Rodrigues para concluir a formatação da chapa majoritária do petismo e aliados na Bahia, o que se noticia sobre os bastidores da política em conversas que estão sendo mantidas a sete chaves, é que haveria uma proposta a ser levada ao senador Ângelo Coronel sugerindo que ele seja candidato a suplente de Jaques Wagner, titular ao Senado.
2. Coronel, ao que informa o colunista Rodrigo Daniel, do Correio, ao saber do informe rechaçou:
Procurado, o senador declarou: “Não é um demérito, mas não está no meu radar ser suplente de Wagner ou de Rui Costa”.
3. Pela proposta, caso Wagner seja eleito senador, ele assumiria um cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre 2027 e 2030. Nesse período, Coronel, que figuraria como suplente, exerceria o mandato como titular. Após o encerramento do mandato de Lula, Wagner retornaria ao Senado para cumprir o restante do mandato, entre 2031 e 2034 - isso, claro, na hipótese de todos serem eleitos.
4. Parece-nos algo surreal. E, na política o surreal não é admissível. Seria, digamos assim, rebaixar Coronel a um plano inferior a posição que ele exerce na atualidade, a senatoria.
5. Jerônimo, ao que se sabe, ainda não iniciou as conversas oficiais com as lidernças dos partidos que apoiam seu governo. São elas: Otto Alencar e Angelo Coronel (PSD), deputados Daniel Almeida e Alice Portugal (PCdoB), deputado federal Bacelar (PV), deputada federal Lidice da Mata (PSD), Ronaldo Carleto e o deputado federal Neto Carleto (Avante), os irmãos Vieira Lima e Geraldo Jr (MDB).
6. Essas conversas vão existir porque integram rito da politica. O governador não vai anunciar uma chapa - tem até a convenção de junho para fazê-lo - sem conversar e informar os acontecidos com essas lideranças.
7. Sobre a entrevista que o senador Jaques Wagner deu a Band a Victor Pinto (Boa Tarde Bahia) não houve novidades sobre uma possível mudança de Jerônimo por Rui na cabeça da chapa. O senador, no entanto, fez declarações que certamente não agradaram o governador referendando o que a pesquisa AtlasIntel já tinha revelado no final de 2026, e nós comentamos aqui, a nota 5.1 ocupando a 11ª posição entre os governadores.
8. Apesar disso, Jaques Wagner (PT) afirmou que o governador (PT), tem uma avaliação "mediana", mas reúne condições políticas e administrativas para disputar a reeleição.
9. Ao comentar especulações sobre uma possível candidatura do ex-governador Rui Costa (PT) ao Palácio de Ondina, Wagner descartou a hipótese e defendeu o que chamou de “naturalidade da política”. Segundo ele, não há motivo para antecipar um debate.
10. “Eu não vejo nenhuma possibilidade de acontecer. Eu sou pela naturalidade da política. A política não pode ser afrontada. A naturalidade qual é: o governador Jerônimo está em seu primeiro mandato, tem direito à reeleição”, afirmou.
11. Wagner avaliou ainda que Jerônimo não enfrenta rejeição do eleitorado. Para o senador, apesar de a gestão não ter índices elevados de aprovação, o governador apresenta resultados e mantém presença constante no interior do estado.
12. “Não é nenhum governador rejeitado. Ao contrário, tem uma avaliação que você pode chamar de mediana, mas, na minha opinião, tem muito trabalho prestado. Visitou muito, é um cara humilde, que roda bem”, completou.
13. De fato, é isso mesmo que Wagner falou, mas, segundo AtlasIntel o governo tem rejeição alta 45% e o que é mais sintomático entre 45% e 47% em áreas de grande sensibilidade – Educação, Saúde e Segurança.
14. Se essa avaliação no decorrer de 2026 não se modificar é preocupante. Jerônimo, no entanto, tem um fortíssimo aliado que é o presidente Lula que obteve, em 2022, na Bahia 72% dos votos contra 28% de Bolsonaro; enquanto Jerônimo foi eleito com pouco mais de 52%.
15.Há essa condicionante geral ainda em aberto uma vez que ACM Neto ainda não decidiu quem vai apoiar (ou ser apoiado) e Lula não parece tão forte como em 2022. São pontos ainda em andamento e que terão pesos nas duas campanhas, afinal de contas, Neto também teve votos agregados com Lula, em 2022, pois, obteve quase 48% dos votos no segundo turno e Bolsonaro apenas 28%.
16. Ademais, por mais que se dissesse que ele era bolsonarista, etc, em 2022, ele manteve a neutralidade. Agora, a situação pode se alterar, mas, também ainda não está definida.