Segundo Neto já passou da hora de uma mudança de projeto politico na Bahia
Tasso Franco , Salvador |
04/04/2025 às 12:22
ACM NETO na solenidade de Caiado
Foto: REP
O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, durante evento de entrega de título de Cidadão Baiano ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, comparou o estado da Bahia com o goiano, realizado nesta quinta-feira (4). Neto destacou o que considera falhas no governo baiano, especialmente no que diz respeito à preservação dos direitos à propriedade e à segurança da população.
ACM Neto apontou que, na Bahia, o direito de quem reside nas propriedades não é assegurado, e a segurança pública está comprometida. Segundo ele, isso ocorre sob a complacência de um governador que vive “numa realidade paralela”. Neto ainda usou a expressão “Jerolândia” para criticar o discurso do governo estadual, sugerindo que o governador Jerônimo Rodrigues finge não ver os problemas e se omite diante da situação.
Neto também se referiu às recentes mudanças na cúpula das polícias baianas, destacando que a troca de comandantes e secretários não resolve o problema. “Não adianta mudar comandante e secretário, porque a segurança só melhora quando o governador chama para si a responsabilidade”, afirmou, ressaltando a importância de uma postura mais proativa por parte do governo estadual.
O ex-prefeito de Salvador sugeriu que a única maneira de garantir mais segurança para os baianos seria a troca do atual governador. “Se os baianos querem viver num estado mais seguro, na verdade, o que precisa ser trocado é o governador Jerônimo Rodrigues”, declarou.
Sobre a candidatura de Caiado a presidente disse: "Eu acho que o ideal é que haja uma unificação de todos os projetos que fazem oposição ao PT e ao governo do presidente Lula. Esse é o ideal. Isso será possível? Não sabemos. Está muito cedo, ainda tem muita coisa para acontecer, muita água para correr debaixo dessa ponte. E a gente, na hora certa, vai ver se existe espaço para todo mundo sentar à mesma mesa e aí, é claro, tentar construir um projeto conjunto", avaliou. " Eu acho que lá adiante terá que haver, se o ambiente for propício a uma aliança, terá que haver um entendimento em torno do nome que for mais forte, mais competitivo, que reunir as melhores condições. Mas isso tudo é para o futuro".
Ele defendeu a candidatura de Caiado e disse que agora é o primeiro passo de um caminho para buscar criar um consenso em torno do governo. "Eu acho que Caiado agora dá um primeiro passo com o intuito de se viabilizar, de ganhar musculatura, de ganhar projeção nacional. Se essa movimentação dele, a caminhada dele der certo, ele poderá ser o candidato a presidente", afirmou. "Hoje Caiado dá aqui a sua largada para dialogar com o Brasil para conversar com os brasileiros".
Questionado sobre a possibilidade de junção do União Brasil com o partido Progressistas, ele disse que esse tema será discutido na hora certa, mas vê com bons olhos. "Nós estamos conversando com Progressistas, isso é de conhecimento de todos (...) Agora, tudo isso tem que ser dialogado e, ao fim, os dois partidos vão decidir se caminham juntos e se marcham juntos.", disse, afirmando que a pauta será retomada no momento certo.